Os três deputados barrados por Moraes de visitar Filipe Martins

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a entrada de três deputados na comitiva que visita Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR). Ao mesmo tempo, ele autorizou o acesso de 14 parlamentares e de um ex-governador à unidade prisional, em um desdobramento que envolve investigações ligadas ao caso que envolve Martins. A reportagem detalha quem ficou de fora, quem entrou e a agenda de visitas prevista para as próximas semanas.

Segundo Moraes, as visitas foram negadas “em virtude de figurarem como investigados neste Supremo Tribunal Federal” em fatos conexos à ação penal relacionada à participação de Filipe Martins na trama golpista que visou impedir a posse de Lula em janeiro de 2023. A decisão mostra o cuidado do tribunal em equilibrar o direito de visita com as investigações em curso.

Entre os liberados, Moraes autorizou a entrada de 14 deputados e senadores, além de um ex-governador, na cadeia onde Filipe Martins está detido. A lista inclui André Fernandes (PL), Bia Kicis (PL), Damares Alves (Republicanos), Eduardo Girão (Novo), Evair de Melo (PP), Filipe Barros (PL), Gilberto Silva (PL), Júlia Zanatta (PL), Nikolas Ferreira (PL), Rodrigo Valadares (União), Rogério Marinho (PL), Romeu Zema Neto (Novo), Sérgio Moro (PL) e Sóstenes Cavalcante (PL).

A agenda de visitas, conforme a decisão, está prevista para ocorrer aos domingos pela manhã: André Fernandes no dia 12/4/2026; Bia Kicis, 19/4/2026; Damares Alves, 26/4/2026; Eduardo Girão, 3/5/2026; Evair de Melo, 10/5/2026; Filipe Barros, 17/5/2026; Gilberto Silva, 24/5/2026; Júlia Zanatta, 31/5/2026; Nikolas Ferreira, 7/6/2026; Rodrigo Valadares, 14/6/2026; Rogério Marinho, 21/6/2026; Romeu Zema Neto, 28/6/2026; Sérgio Moro, 5/7/2026; Sóstenes Cavalcante, 12/7/2026.

Gustavo Gayer é réu em uma ação penal aberta pelo STF, originada de denúncia apresentada pelo senador Vanderlan Cardoso. O processo apura crimes contra o Estado Democrático de Direito e violação política, além de calúnia, injúria e difamação, ilustrando o cenário de tensões entre órgãos de fiscalização e aliados do ex-presidente.

Marcel Van Hattem foi indiciado em um inquérito por crimes contra a honra, após críticas ao delegado da Polícia Federal Fabio Shor, responsável por investigações sobre os atos de 8 de janeiro e pelas acusações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em discurso na Câmara, Van Hattem chamou o servidor de “covarde” e “bandido”, o que motivou a imputação processual.

O deputado Carlos Jordy também figura entre os alvos da Polícia Federal em operações ligadas aos atos antidemocráticos. Seu nome aparece associado à organização de bloqueios em rodovias federais e acampamentos de manifestantes, com suposta orientação de lideranças apontadas como extremistas, segundo apurações em curso.

Queremos ouvir você: como avalia a decisão do STF de equilibrar visitas e investigações, especialmente diante de casos envolvendo atos antidemocráticos e a atuação de aliados de figuras públicas? Deixe seu comentário com opinião, perguntas ou observações sobre o tema e a agenda de visitas que se desenrola em Moldura Constitucional e político-social.

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