Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos

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Resumo: o dólar fechou em 4,99 reais, o menor valor desde 27 de março de 2024, após abrir em alta e recuar ao longo da tarde. O real ganhou fôlego frente à moeda americana, e o Ibovespa manteve-se próximo de 198 mil pontos, com volatilidade ao longo do dia. Em abril, o dólar já acumula queda de 3,23%, e no ano a desvalorização frente ao real chega a 8,70%.

Meta descrição: dólar fecha abaixo de 5 reais pela primeira vez em dois anos, em 4,99; Ibovespa em patamar próximo de 198 mil pontos. Palavras-chave: dólar, Ibovespa, Real, câmbio, bolsa brasileira.

A sessão começou com o dólar em trajetória de alta, mas houve inversão de rumo no início da tarde. Por volta das 14h15, o câmbio chegou a operar em queda de cerca de 0,44%, situando-se em 4,9890 reais por dólar, antes de fechar o dia em 4,99, com queda de aproximadamente 0,29% frente ao fechamento anterior.

O mercado acionário acompanhou o movimento cambial, com o Ibovespa oscilando entre ganhos e perdas. Durante o pregão, o índice ficou próximo de 198 mil pontos, mas recuou para cerca de 197.090 pontos no fechamento, refletindo uma sessão de ajustes em ativos locais diante das variações cambiais e do ambiente externo.

Analistas destacam que, no cenário externo, a menor aversão ao risco contribuiu para o recuo do dólar. A leitura é de que fatores geopolíticos no Oriente Médio ganharam menos impulso de estresse, em meio à expectativa de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse tempero externo ajudou a reduzir a pressão sobre o câmbio no Brasil.

No âmbito doméstico, o mês de abril já mostra trajetória de queda do dólar. A divisa acumula queda de 3,23% no mês, após alta de 0,87% em março, em um cenário de menor demanda por ativos de proteção. No acumulado do ano, o recuo chega a 8,70% frente ao real, sinalizando uma correção relevante no ritmo do câmbio local.

O dia reforçou a leitura de que o ritmo da economia e as decisões de política monetária no Brasil continuam no centro das atenções. Enquanto a volatilidade permanece, investidores monitoram indicadores de inflação, fluxo de capitais e datas de guias fiscais que possam influenciar a direção do dólar e da bolsa nos próximos dias.

Especialistas orientam manter a cautela diante de um mercado que ainda reage a notícias globais e a dados locais. A combinação de cenário externo mais estável e sinais de ajuste na política interna pode manter o real sob algum suporte, embora não haja segurança de continuidade da tendência de queda do dólar sem novos impulsos macroeconômicos.

Convidamos você, leitor, a deixar sua leitura sobre o que pode moldar o câmbio e o desempenho da Bolsa nos próximos dias. Você acredita que o dólar pode permanecer próximo de 5 reais ou favorecer ainda mais o real? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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