Venezuela registra um balanço intenso após os terremotos de 24 de junho: 5.208 mortos e 16.740 feridos, segundo balanço divulgado neste domingo pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. O total representa um aumento de 89 mortes em relação ao relatório de sábado, destacando a continuidade da crise nas áreas atingidas, especialmente La Guaira.
Mais de três semanas se passaram desde os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que devastaram o estado costeiro de La Guaira, e as equipes de resgate, com apoio de voluntários, mantêm a busca por vítimas sob escombros de prédios desabados.
O levantamento oficial aponta mais de 850 edifícios danificados e 190 desabados. Em La Guaira, mais de 20 mil pessoas seguem abrigadas em acampamentos improvisados montados em estádios, praças e até nas calçadas, enquanto a condição humanitária permanece crítica.
A ONU estimou, dois dias após os abalos, que o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil, com outras projeções sugerindo algo em torno de 10 mil. As autoridades venezuelanas não divulgaram um número oficial de desaparecidos.
Diante dos danos e da população vulnerável, a assistência internacional segue em ação, com foco em abrigo, água, alimentação e atendimento médico para milhares de desabrigados.
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