Curvelo, Minas Gerais – Três homens foram presos preventivamente na operação Grito Contido, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na cidade de Curvelo, região central do estado. A ação visou coibir delitos sexuais contra menores e interromper riscos às vítimas, com o objetivo de ampliar a proteção à população infantojuvenil da localidade.
Um dos suspeitos é apontado como responsável por abuso contínuo contra dois enteados, hoje adolescentes. Conforme apurado, os crimes se estenderam ao longo de quatro anos, ocorrendo principalmente no período noturno, quando o investigado aproveitava-se da proximidade com a família. As vítimas tinham 9 e 11 anos na época dos abusos, segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Outro grupo de suspeitos figurou na linha de violência envolvendo um menor próximo à residência dele. Os relatos indicam que os indivíduos teriam levado a vítima a um lote vago, onde, sob ameaça de morte e com as mãos amarradas, praticaram atos libidínos contra o menor. As apurações descrevem um esquema de intimidação e coerção para a obtenção de vantagem sexual, reforçando a gravidade dos crimes investigados.
O delegado responsável, Rodrigo Vieira Antunes, explicou que, com base nos elementos apresentados, o Poder Judiciário deferiu os pedidos de prisão, o que garantiu a interrupção imediata dos riscos às vítimas. A decisão judicial reflete o compromisso das autoridades em responder rapidamente a crimes sexuais contra menores na região.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito policial segue para a fase final de conclusão
As investigações, conduzidas pela Deam, contaram com o apoio da rede de proteção local e com técnicas de escuta especializada para preservar a integridade das vítimas durante todo o processo. A atuação integrada entre a polícia, a defesa de direitos humanos e o sistema de proteção reforça a importância de redes de apoio comunitário para salvaguardar crianças e adolescentes em situações de risco.
Pais, responsáveis e moradores devem ficar atentos a sinais de violência, como isolamento, queda no rendimento escolar, mudanças abruptas de humor ou medo excessivo de pessoas próximas. Em caso de suspeita, os canais oficiais são o Disque 100 (Direitos Humanos, atendimento 24 horas) e o Disque 181 (Denúncia, sigilo absoluto e gratuito). Também é recomendável procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima para orientação e acolhimento.
A violência contra menores é uma responsabilidade de toda a cidade. A atuação firme da PCMG e da Deam demonstra a importância de uma rede de proteção bem estruturada e de denúncias rápidas para evidenciar casos graves e assegurar que as vítimas recebam o suporte necessário. Comente abaixo suas reflexões sobre como fortalecer a proteção à infância na sua localidade e compartilhar experiências que possam ajudar outras famílias.
