Mandante e assassino de Mãe Bernadete são condenados a até mais de 40 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Salvador condenou dois homens pelo assassinato da ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete. Arielson da Conceição Santos recebeu 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, e Marílio dos Santos 9 anos e 9 meses. O crime ocorreu na localidade quilombola de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, e está ligado à luta da liderança contra o tráfico de drogas.

A decisão descreveu o homicídio como qualificado, cometido por motivo torpe, com meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa e com o uso de arma de uso restrito. A acusação foi sustentada pelos promotores Raimundo Moinhos e Felipe Pazzola, que destacaram a articulação criminosa por trás do crime.

Na sentença, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos manteve Arielson em prisão preventiva, enquanto houve mandado de prisão pendente para Marílio. O Ministério Público enfatizou a participação do grupo criminoso que visava controlar a expansão do tráfico na localidade, associando-se à atuação de Mãe Bernadete contra as atividades ilícitas na região.

Jurandir Pacífico, filho de Mãe Bernadete, afirmou que os dois dias de julgamento foram exaustivos, mas que a sensação de justiça foi fortalecida. O relato dele contextualiza o abalo causado pela violência, que atingiu não apenas a Bahia, mas o país e o mundo, conforme a defesa tentou minimizar o crime, segundo ele. No fim, ele ressaltou que a decisão representa um desfecho necessário para as vítimas e seus familiares.

Mãe Bernadete foi morta em 17 de agosto de 2023, dentro da casa onde morava, na sede da associação quilombola. A investigação da Operação Pacific apontou que a líder religiosa foi atingida por 25 tiros em várias partes do corpo, enquanto três netos, com idades entre 12 e 18 anos, estavam presentes no local. A prova indicou que o crime decorreu da oposição da vítima às atividades ilícitas na localidade, especialmente à instalação de pontos de venda de drogas e à ocupação irregular de áreas.

Além de Arielson e Marílio, a ação também envolve outros três denunciados — Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus — que ainda aguardam julgamento. A promotoria destacou a relação entre os denunciados e a organização criminosa que atua na região, o que contextualiza o crime dentro de uma disputa pelo controle de atividades ilícitas.

O caso evidencia o papel de lideranças locais na luta contra a criminalidade, e moradores da região acompanham o desfecho como um marco na resposta do sistema de justiça a crimes de alta gravidade na RMS.

E você, o que pensa sobre o desfecho desse caso? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a promover uma reflexão sobre a atuação da justiça na proteção de lideranças locais e de moradores diante de ameaças ligadas ao crime. Sua participação enriquece o debate e a compreensão sobre os impactos da violência na região.

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