Más notícias para Lula se destacam na Quaest, com maior desaprovação ao governo e rejeição dos eleitores

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Resumo: A edição mais recente da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), aponta leve recuo na avaliação do governo Lula e aumento da desaprovação entre eleitores, ao mesmo tempo em que Flávio Bolsonaro mantém posição de liderança no ranking de rejeição. A leitura também revela variações expressivas por região e por perfil demográfico, além de indicar que parte da população encara as notícias sobre o governo de forma predominantemente negativa. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.

No conjunto da amostra, a aprovação de Lula caiu de 44% para 43% entre março e abril, enquanto a desaprovação subiu de 51% para 52%. Em termos de avaliação do governo, o gradiente de aprovação continua menor do que a rejeição, e o patamar de desaprovação acompanha uma tendência usada para medir o humor do eleitorado diante de medidas e ações da gestão. Em comparação, a principal peça do cenário, o deputado Flávio Bolsonaro, apresenta uma dinâmica diferente: a sua rejeição caiu de 60% em dezembro de 2025 para 52% em abril de 2026, sinalizando um arrefecimento em alguns segmentos, ainda que continue entre os mais fortemente críticos entre o eleitorado.

Regional e perfil do eleitor mostram um mapa claro de apoio e resistência ao governo. A região Sul se destaca pela maior desaprovação entre o público, com 62% rejeitando Lula, enquanto o Nordeste desponta como polo de aprovação, com 63% dos entrevistados aprovando o governo naquele recorte. Entre os homens, a desaprovação é mais expressiva (55%), assim como entre jovens de 16 a 34 anos (56%). Os eleitores com ensino superior também revelam maior resistência (62%), assim como aqueles que ganham acima de cinco salários mínimos (62%) e os evangélicos, com 68% de desaprovação.

Por outro lado, a aprovação de Lula é mais forte no Nordeste, com 63%, entre as mulheres (45%), na faixa etária de 60 anos ou mais (51%), entre quem estudou até o ensino fundamental (54%), e entre quem recebe até dois salários mínimos (57%). Além disso, católicos aparecem entre os que aprovam, com 49% nesse indicador. Esses números destacam o caráter regional e demográfico da leitura de políticas públicas, bem como as expectativas sobre o governo em diferentes camadas da população.

Potencial de voto e percepção da imprensa também entram na leitura da pesquisa. No que diz respeito ao potencial de voto, a rejeição a Lula recuou ligeiramente, passando de 56% em março para 55% em abril, mantendo Lula como o candidato mais rejeitado entre os eleitores. Na sequência, Flávio Bolsonaro aparece com 52% de não voto entre os entrevistados, mostrando que a liderança da rejeição não foi suficiente para deslocar o cenário para um quadro definitivo a seu favor. A queda da rejeição de Bolsonaro desde dezembro de 2025 mostra uma tendência de ajuste, ainda que o teto de rejeição permaneça elevado entre parte do eleitorado.

Outro aspecto observado é a percepção da cobertura midiática sobre o governo. Aproximadamente 48% dos entrevistados consideram as notícias sobre o governo mais negativas, enquanto apenas 23% interpretam a cobertura como mais positiva. Esse retrato sugere que a leitura da imprensa influencia a opinião pública de forma expressiva, impactando a leitura de propostas, promessas e balanços da administração atual. A sondagem, realizada pela Genial/Quaest, reforça a importância de compreender o contexto informativo para entender o cenário eleitoral em evolução.

Metodologia e transparência A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores por meio de entrevistas presenciais entre 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09285/2026, o que confere ao conjunto de dados o respaldo de um método formal de avaliação pública.

Os números, em sua totalidade, pintam um quadro de nuances: avanços e recuos dependem do recorte regional, da faixa etária e da educação, o que significa que o panorama eleitoral em 2026 continua a exigir leitura cuidadosa das tendências. Diante desse cenário, vale acompanhar os próximos levantamentos para entender como as mudanças no discurso público e as agendas políticas vão moldar as intenções de voto. Qual é a sua leitura sobre esses dados? Deixe seu comentário abaixo com a sua visão sobre o que vem pela frente nessa corrida eleitoral.

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