María Corina diz que não se arrepende de dar Nobel da Paz de presente a Trump

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Resumo: Em Madri, a oposição venezuelana Maria Corina Machado afirma que não se arrepende de ter presenteado Donald Trump com o Prêmio Nobel da Paz e revela que coordena o retorno à Venezuela em parceria com os Estados Unidos. Ela acusa o presidente colombiano Gustavo Petro de buscar desculpas para atrasar eleições e sustenta que Washington é peça-chave para uma transição democrática. O anúncio coincide com a expectativa de visita de Petro a Caracas e com uma mobilização de apoio à líder oposicionista.

“Não me arrependo”, respondeu Machado, questionada sobre a decisão de premiar Trump, um líder que, segundo ela, “colocou em risco a vida de cidadãos pela liberdade da Venezuela”. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva em Madri, onde a oposicionista também ressaltou que, apesar do afastamento de Nicolás Maduro, o país busca caminhar para uma nova fase política. Machado retornou de Oslo, onde recebeu o Nobel, e deixou claro que o retorno está sendo articulado com o governo dos Estados Unidos.

Ela explicou que está dialogando com autoridades americanas para viabilizar o retorno ao território venezuelano, destacando que o governo dos Estados Unidos é “fundamental para avançar em uma transição democrática”. A líder também enfatizou que a cooperação com Washington se dá com respeito e entendimento mútuos, reafirmando a importância de uma parceria internacional na condução de uma evolução política no país.

Machado aproveitou a oportunidade para criticar Gustavo Petro, presidente da Colômbia, que participa de uma reunião de líderes progressistas em Barcelona. Ela afirmou que Petro busca “desesperadamente desculpas” para adiar eleições na Venezuela e descreveu Delcy Rodríguez, figura do regime venezuelano, como símbolo do caos e da violência. A líder afirmou que Petro e outros atores tentam impedir o avanço do processo eleitoral, alimentando dúvidas sobre a condução democrática.

Antes disso, Petro anunciou que visitaria Caracas em 24 de abril, marcando a primeira visita de um líder latino-americano ao país desde a queda de Maduro. Em Madri, Machado participa de uma manifestação em apoio às mudanças políticas na Venezuela, reforçando sua posição de liderança na oposição e o papel da mobilização de cidadãos na pressão por eleições livres e transparentes.

O contexto político da Venezuela permanece tenso: a exilada líder afirma que está empenhada em retornar com apoio internacional, enquanto a narrativa oficial segue defendendo a legitimidade das eleições e a continuidade das instituições. O diálogo entre Caracas, Washington e aliados europeus é apresentado como peça central para consolidar uma transferência de poder que respeite a vontade popular. A cada declaração, Machado busca manter o foco nas eleições como passo essencial para o futuro do país.

Deixe nos comentários suas opiniões sobre o papel da diplomacia internacional na transição venezuelana, a viabilidade de eleições justas e o impacto de alianças com Estados Unidos e outros parceiros. Sua leitura pode ajudar a entender os desafios e as perspectivas desse processo — e o que ele pode significar para a região.

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