Resumo: o deputado Hassan, aliado de Jaguaquara, foi afastado pela prefeita Edione Oliveira, após a decisão do padrinho político dele, o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá, de integrar a chapa de oposição liderada por ACM Neto. O afastamento evidencia tensões políticas locais em meio às eleições estaduais, com Hassan sinalizando a busca por novas alianças no curto prazo.
A relação entre Hassan e Edione vinha de cerca de quatro anos, mas, segundo o parlamentar, tornou-se insustentável depois que Zé Cocá reposicionou-se politicamente. Cocá deixou o cargo de prefeito no dia 2 de abril para compor a chapa oposicionista, levando Hassan a acompanhar o aliado, que tem papel central em sua projeção política junto à gestão municipal. A mudança revelou acordos e pressões que moldam o cenário na cidade.
Depois da ruptura, integrantes do PT passaram a articular-se em municípios governistas com o objetivo de enfraquecer a atuação de Hassan. Durante uma visita ao município de Maracás, neste sábado (18), o deputado citou o ministro Rui Costa como um dos nomes envolvidos nessas movimentações, o que reforça a leitura de que o ambiente político local está em reacomodação diante das pautas eleitorais.
Em entrevista ao Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, Hassan relatou que, na última semana, foi convidado pelo presidente da Câmara, Nildo Pirôpo, para a casa da prefeita. Lá, Edione Oliveira disse não poder mais manter o apoio ao deputado por pressão de pessoas que vão disputar as eleições, mencionando o nome do ministro Rui Costa e afirmando que não aceitava que Jaguaquara votasse com Hassan.
Pós-ruptura, Hassan não descarta buscar novas alianças políticas em Jaguaquara, onde foi o candidato mais votado nas eleições de 2022, com mais de 8 mil votos. O parlamentar destacou ainda ações do seu mandato, como a destinação de emendas parlamentares, e disse ter sido informado sobre a retirada de seu nome como apoiador de um encontro de motociclistas previsto para maio, sinalizando um reposicionamento estratégico em curso na cidade.
O cenário aponta para uma reconfiguração de pactos locais, com Hassan mantendo a atenção aos próximos movimentos políticos na região. A expectativa é de que novas conversas possam abrir caminhos a alianças que acomodem interesses eleitorais e de gestão municipal, sem perder o foco nas necessidades da cidade. A cidade observa atentos os próximos passos dos atores envolvidos e as consequências para a condução política local.
E você, leitor, como enxerga esse rearranjo político em Jaguaquara? Deixe seu comentário com sua leitura sobre as mudanças, impactos para a gestão municipal e as possíveis novas alianças que devem surgir nos próximos meses. Sua opinião faz parte do debate que molda a política da região.

