“Sem afronta”: juiz assume erro e explica prisão preventiva de MCs

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A Justiça Federal decretou prisões preventivas de 36 investigados na Operaçao Narco Fluxo, incluindo os MCs MC Ryan SP e Poze do Rodo, além de Raphael Sousa, dono da página Choquei, e outros 33 alvos. A decisão foi tomada horas após o STJ ter concedido habeas corpus aos investigados, e representa a correção de uma interpretação anterior sobre a duração da prisão temporária para promover a prisão preventiva, mantendo o foco na interrupção de atividades criminosas e no ressarcimento aos cofres públicos.

Operação Narco Fluxo — dados principais:

  • Mais de 200 policiais federais participaram da operação, com 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. Cinco pessoas permanecem foragidas.
  • A atuação ocorreu em unidades da federação que abrangem SP, RJ, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

A Polícia Federal aponta que o volume financeiro ligado ao esquema pode ultrapassar R$ 260 bilhões. A ação também resultou no bloqueio de bens de até R$ 2,2 bilhões, visando interromper atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. Entre os presos, além de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, esteve Raphael Sousa, proprietário da Choquei. Além de dinheiro, armas, carretas e dinheiro em espécie foram apreendidos, bem como documentos e equipamentos que devem contribuir para as investigações.

Segundo as investigações, a organização criminal lavava recursos provenientes de crimes como apostas ilegais, rifas e tráfico internacional de drogas, com fluxo financeiro ligado ao setor musical e de entretenimento. A Justiça aponta que o valor estimado para o bloqueio patrimonial foi calculado com base no lucro presumido com os crimes praticados, incluindo o tráfico internacional de cocaína.

O caso também evidenciou a diferença entre prisões temporárias — que inicialmente poderiam durar até cinco dias, com prorrogações superiores — e a prisão preventiva, que vem sendo adotada na sequência para evitar continuidade das atividades criminosas. Em decisão anterior, o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho reconheceu um equívoco na interpretação de regras sobre prisões temporárias e ajustou o mecanismo para a nova fase da operação.

Além da persecução penal, foram adotadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper a atividade criminosa e assegurar ativos para eventual ressarcimento às vítimas. As investigações continuam, e os investigados podem responder por crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre outros, conforme avanços dos trabalhos da Polícia Federal e do Ministério Público.

Este desdobramento demonstra o alcance da operação, com implicações para as regiões afetadas e para o combate a organizações que atuam de forma integrada entre crime organizado, lavagem de dinheiro e atividades ilícitas no país. A cada etapa, as autoridades reforçam o compromisso com o cumprimento da lei, a coleta de provas e a responsabilização dos envolvidos. Acompanhe os próximos acontecimentos e traga sua opinião sobre como casos assim impactam a segurança pública e a economia da cidade e do país.

E você, o que espera ver nas próximas fases desta operação? Deixe nos comentários sua visão sobre os impactos para a cidade, para a região e para a luta contra crimes financeiros. Sua opinião importa.

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