Resumo rápido. Em Feira de Santana, as defesas do deputado estadual Binho Galinha e do tenente-coronel Lobão contestaram possíveis irregularidades na venda de um terreno ao oficial da PM, durante audiência de instrução. A ação é associada à Operação Hybris, desdobramento da Operação El Patrón, que investiga a atuação de milícias na região. O deputado não compareceu por motivos de saúde e permanece custodiado no Complexo da Mata Escura, em Salvador. A audiência, parte da fase processual, envolve depoimentos e perguntas das defesas, com novos passos anunciados nos próximos dias.
Contexto da apuração. A investigação está vinculada à Operação Hybris, deflagrada pela Polícia Federal como desdobramento da Operação El Patrón, que mira a atuação de milícias na região e aponta Binho Galinha como um provável líder. O deputado, que não compareceu à sessão por questões de saúde, continua sob custódia no estado da Bahia. A audiência de instrução, realizada nesta sexta-feira (24), integra a etapa em que depoimentos são colhidos e perguntas são formuladas pelas defesas, com o Ministério Público já tendo acompanhado as peças apresentadas pela polícia.
Defesas contestam a leitura das provas. Durante os debates, a defesa de Binho Galinha contestou a linha de acusação envolvendo a compra e venda do terreno. Em defesa citada pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, os advogados sustentaram que houve uma leitura “enviesada, eu diria até apaixonada” sobre a transação. Eles afirmam que houve contrato de compra e venda, lavratura de escritura pública e posse do terreno, ressaltando que até hoje não tiveram a oportunidade de questionar tudo em contraditório, uma vez que parte das informações já foi encaminhada ao Ministério Público pela polícia, sem a devida resposta da defesa.
Posição do caso sobre a regularidade do negócio. O advogado Kleber Freitas, que representa o tenente-coronel Lobão, reiterou que a aquisição ocorreu de forma legal, com registro em cartório e todos os trâmites necessários. Ele projetou uma defesa serena, afirmando que espera pela absolvição do coronel Lobão, ressaltando a trajetória dele em Feira de Santana e o trabalho desenvolvido à frente de várias companhias na região. Segundo Freitas, a compra foi realizada diretamente com Binho Galinha, com preço ajustado, pagamento efetuado e transferência do terreno concluída.
Relação entre os envolvidos. As defesas reiteraram que não houve ligação estreita entre Binho Galinha e Lobão. Freitas reforçou que eles não eram próximos e que houve apenas uma transação comercial. O Ministério Público, por sua vez, já sinalizou que o caso envolve controvérsias sobre possível lavagem de dinheiro, uma linha que a defesa contesta, questionando como seria possível lavar dinheiro por meio de compra, registro e declaração no Imposto de Renda. A defesa mantém a certeza de que Lobão será absolvido.
Próximos passos. Conforme explicou o advogado, as defesas devem avaliar diligências complementares nos próximos cinco dias. Em seguida, começará o prazo para a apresentação das alegações finais. A audiência desta sexta-feira focalizou a parte relativa ao terreno, enquanto as demais denúncias já couberam às defesas nas etapas anteriores.
Chamada à participação. Acompanhe os desdobramentos deste caso de Feira de Santana e compartilhe sua leitura sobre as decisões e próximos passos. Deixe seu comentário com opiniões e perguntas para entender melhor o que está em jogo neste processo.

