Raylton Parga leva abstração geométrica a Brasília na mostra Constelações Contemporâneas
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília coloca Raylton Parga no centro do Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, para explorar a relação entre forma e espaço. Em cartaz de 12 de maio a 5 de julho, a mostra reúne cerca de 40 artistas em um projeto curatorial que busca renovar a identidade cultural da capital com diálogos entre gerações e linguagens.
O trabalho de Parga se ancora na geometria como ferramenta de pesquisa e na seleção de materiais do cotidiano — plástico, papelão, papel montval — que ganham novas leituras quando integrados à abstração. Na série FORMS, o artista de Taguatinga investiga a tensão entre planejamento e execução, abrindo espaço para interpretações únicas de cada observador. “Gosto quando geram perguntas sobre o que é, com o que se parece. Para mim, a obra só funciona quando alguém se relaciona com ela”, afirma.
Formado pela Universidade de Brasília (UnB), Parga vem desenvolvendo uma produção consistente há mais de uma década. A primeira mostra individual aconteceu no Sesc 504 Sul, em 2015. Em Constelações Contemporâneas, ele representa a galeria Cerrado e participa de uma montagem que valoriza o diálogo entre o que é planejado e o que surge na prática, gerando novos significados aos objetos cotidianos.
O projeto, assinado pelo Metrópoles, consolida o Teatro Nacional como polo de efervescência da cultura brasiliense. A curadoria aposta na ideia de constelação para aproximar o público de cerca de 40 artistas, promovendo uma arte acessível e integrada à identidade da região. Após o sucesso da mostra anterior, dedicada a Sergio Camargo, o espaço volta a acolher outra produção de peso da cena criativa local.
Artistas participantes incluem Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nobrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther, Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.
Para a cena local, o diálogo entre forma e espaço é encenado com material reciclável que ganha novo significado na prática da abstração geométrica. A curadoria aprofunda a ideia de que o público é parte da obra, pois a leitura de cada peça depende do olhar de quem a observa na galeria.
Galeria de imagens
Serviço: Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, de 12 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional. Funcionamento diário, das 12h às 20h, com entrada gratuita.
A exposição marca mais um capítulo da atuação do Metrópoles na promoção de uma arte acessível e conectada à identidade da cidade. O projeto de constelação curatorial propõe encontros, diálogo entre gerações e visões diversas, fortalecendo a presença de Brasília no cenário artístico brasileiro.
Ao longo da mostra, o público é convidado a experimentar a leitura de obras que caminham pelo limite entre o planejamento formal e a improvisação prática. A relação entre o observador e cada peça se torna parte da experiência, abrindo espaço para interpretações pessoais que enriquecem a compreensão da produção contemporânea local.
Para quem acompanha a cena criativa, a presença de Raylton Parga no Teatro Nacional reforça o papel da capital como laboratório vivo de linguagem abstrata. O diálogo entre as obras de Parga e o conjunto de artistas participantes reforça uma identidade que não para de se reinventar, conectando o público a um repertório variado de técnicas, temas e supportes.
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