Resumo: Em Maracás, o prefeito Nelson Portela rebateu publicamente a proposta do vereador Heugênio Meira de adotar a eutanásia de animais de rua. A prefeitura classificou a ideia como inadequada e afirmou que a prática é crime, destacando que o tema envolve saúde pública e bem-estar animal. A gestão, no entanto, já trabalha para enfrentar a situação por meio de ações locais, como a implantação de castração móvel via o Consórcio Vale do Jiquiriçá, buscando soluções mais humanas.
A manifestação ocorreu durante uma sessão da Câmara Municipal na última quinta-feira, dia 23. O vereador defendeu a medida como forma de controlar a população de animais de rua, enquanto o chefe do Executivo aproveitou a oportunidade para deixar claro o posicionamento da prefeitura. Em vídeo publicado na página oficial do Instagram, Portela reiterou que a eutanásia não é opção e que medidas de saúde pública devem estar no centro das ações locais.
“Todos estão acompanhando a fala irresponsável do vereador, propondo eutanásia para os animais, aqui da nossa cidade. É um tema que envolve saúde pública, bem-estar animal e responsabilidade com a vida. É importante deixar claro que a eutanásia é crime”, afirmou o prefeito durante a divulgação do vídeo. Ele acrescentou que, em pouco mais de um ano e quatro meses de gestão, vem dialogando com associações locais para buscar soluções efetivas, inclusive solicitando à Secretaria de Agricultura a aquisição de um equipamento de castração móvel.
Portela ressaltou ainda que a administração atua de forma proativa, articulando com o Consórcio do Vale do Jiquiriçá — do qual ele preside — para viabilizar a castração móvel. O objetivo, segundo ele, é reduzir a população de animais em situação de rua de maneira humanitária, sem recorrer à eutanásia, e manter o tema sob vigilância da saúde pública e do bem-estar animal na cidade.
A posição da prefeitura reflete o desafio enfrentado pela cidade ao lidar com animais sem abrigo, equacionando medidas administrativas, sanitárias e de proteção animal. Embora haja vozes que defendem ações de controle populacional mais drásticas, a gestão de Maracás mantém o foco em alternativas aprimoradas, com parcerias e recursos destinados a castração móvel e a melhorias nos serviços de assistência aos animais de rua. O debate permanece aberto na cidade, com moradores atentos aos próximos passos da administração.
E você, leitor da cidade, o que acha das ações propostas pela administração para enfrentar a questão dos animais de rua? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você acredita que a cidade pode conciliar saúde pública, bem-estar animal e responsabilidade com a vida.

