Vereador que atirou contra cães é alvo de processo da Câmara de Itu

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Câmara Municipal de Itu, no interior de São Paulo, abriu um procedimento de apuração por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Moacir Cova, do Podemos, depois que um vídeo dele atirando na direção de três cães durante uma operação policial ganhou ampla repercussão. A decisão foi protocolada no dia 29 de abril, configurando uma resposta formal da casa diante das imagens que viralizaram e geraram debate em todo o país.

Nas imagens, Moacir Cova, que também atua como investigador da Polícia Civil, aparece disparando ao solo próximo dos animais durante o cumprimento de uma ação policial. Três cães da vizinhança latem ao redor dele enquanto uma discussão entre o vereador e um homem ocorre no registro. Ao longo da gravação, não fica claro o que está sendo falado entre as partes, e não se observa nenhum ataque direto aos animais no desenrolar da cena.

Na decisão da Câmara, a instituição afirma ter sido amplamente acionada por munícipes, lideranças e representantes da causa animal, que cobraram providências e um posicionamento institucional. Com esse embasamento, o caso foi encaminhado à Comissão de Ética Parlamentar para apurar possíveis infrações ao decoro, pesando a gravidade das imagens e as circunstâncias da ocorrência.

Antes disso, o plenário já havia aprovado, por 11 votos a 2, uma moção de repúdio contra o vereador Moacir Cova. A medida sinalizou o posicionamento da Casa diante do episódio, aumentando a pressão por esclarecimentos e por uma postura pública bem definida sobre o uso de força em operações de fiscalização.

Depois da repercussão, Moacir Cova ainda não havia se manifestado publicamente até a publicação desta reportagem. Em momentos anteriores, ele afirmou que foram tiradas “conclusões precipitadas” e que a publicação seria uma narrativa falsa que “não condiz com a verdade”. Segundo o vereador, quem divulgou o vídeo usou apenas uma parte do material para criar uma história de que ele teria atirado nos cães, o que, segundo ele, seria mentira. Afirmou ainda que não se tratava de uma discussão isolada nem que tenha atirado contra os cães.

O caso, que envolve a régua ética da atuação parlamentar e a reputação pública de um representante eleito, segue em análise pela Comissão de Ética Parlamentar da Câmara de Itu. O desdobramento é observado com atenção por moradores da cidade, por organizações de defesa animal e por observadores que acompanham o equilíbrio entre autoridade, responsabilidade institucional e bem-estar animal. O desfecho pode exigir medidas disciplinares ou, se não houver violação ao decoro, o arquivamento do processo, mantendo a discussão sobre procedimentos em operações policiais e conduta de autoridades locais em contexto público.

Para quem acompanha a tramitação, o tema ressoa no debate sobre transparência, responsabilidade e limites da atuação de vereadores em situações de tensão. A cidade quer respostas claras sobre o ocorrido, o que envolve tanto a avaliação técnica das imagens quanto a postura institucional diante de críticas e cobranças populares. E você, o que pensa sobre o equilíbrio entre segurança pública e proteção animal em operações de rotina? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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