Com Odair Cunha no TCU, suplentes mineiros brigam por vaga na Câmara

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Resumo curto: Belo Horizonte pode perder um deputado da cidade para o Tribunal de Contas da União. Odair Cunha está próximo de deixar a Câmara para ocupar a vaga na Corte de Contas, em meio a uma disputa entre suplentes da mesma coligação. Glaycon Franco, que trocou o PV pelo PSDB, e Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia, disputam o mandato. A Justiça Eleitoral deve decidir quem assume, já que o cargo é vitalício e Odair tem 49 anos. O salário estimado de um ministro fica perto de 44 mil reais por mês.

Odair Cunha está a poucos passos de deixar a Câmara para ingressar no Tribunal de Contas da União, o que coloca em jogo a cadeira que hoje pertence à bancada mineira. O primeiro suplente da coalizão que o elegeu, Glaycon Franco, mudou de partido — saiu do PV e ingressou no PSDB — o que gerou uma forte comoção interna entre as siglas e alimentou a redefinição sobre quem realmente detém o mandato. Na prática, o PT mineiro sustenta que a vaga não pertence a Franco sozinho, mas à coalizão que o elegeu, o que já tem provocado debates institucionais sobre a quem cabe o posto.

Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia, figura como o segundo suplente da mesma linha que lançou Glaycon Franco. A dobradinha de suplentes, com votos recebidos na eleição de 2022, reforça a pressão sobre o desfecho. Em números daquele pleito, Franco teve 59.818 votos, enquanto Machado ficou com 55.443, o que confere peso político considerável à disputa e explica a tensão entre as legendas envolvidas.

O Tribunal de Contas da União é composto por 10 ministros, com três indicados pela Câmara, três pelo Senado e três pelo presidente da República. Dois desses ministros precisam ter vínculo com carreiras de Estado. O cargo é vitalício, e Odair Cunha pode se aposentar compulsoriamente aos 75 anos; hoje ele tem 49. O salário de um ministro da Corte fica em torno de 44 mil reais mensais, o que aumenta ainda mais a importância estratégica da vaga para os grupos envolvidos.

Próximos passos da disputa pela vaga na Câmara

A leitura mais recente aponta que Odair Cunha ainda permanece em exercício na Câmara, e a expectativa é de que ele deixe o cargo nas próximas duas semanas para ocupar a cadeira no TCU. Em seguida, a Justiça Eleitoral deverá apontar o nome do suplente que ficará com o mandato, conforme a composição da coalizão. No entanto, já há sinalizadores de que, se o acordo não sair, a disputa deve seguir para o âmbito judicial pelas vias apropriadas.

Assinei hoje a nomeação de Odair Cunha para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União. Na ocasião, também recebi em meu gabinete o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Desejo a Odair um excelente trabalho na… pic.twitter.com/lR6vDDMJtt

– Lula (@LulaOficial) April 28, 2026

A bancada mineira observa o desfecho com atenção, pois a decisão pode mexer com a composição de forças políticas na region local. Enquanto Odair Cunha instrui sua saída como parte de um movimento institucional, os suplentes disputam quem fica com o mandato, em um campo que exige alianças políticas estáveis e, ao mesmo tempo, uma leitura cuidadosa do que compete à Justiça Eleitoral decidir.

E, diante de todo esse cenário, vale perguntar como você, morador da cidade ou região, enxerga esse rodízio entre suplentes e a ocupação de vagas no TCU. Deixe sua opinião nos comentários, compartilhe seus pontos de vista sobre o impacto político e institucional dessa disputa, e participe do debate que envolve o equilíbrio entre representatividade e controle externo.

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