A Justiça do Distrito Federal absolveu Jocasta Paola Weber, 34 anos, acusada de matar o marido a facadas em Vicente Pires. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Águas Claras na semana passada e anulou a prisão preventiva que a mantinha detida desde 27 de junho de 2024. O veredito encerra um caso que ganhou notoriedade na cidade pela gravidade das acusações e pela comoção causada pela violência familiar.
O crime ocorreu na madrugada de 26 de junho de 2024, na residência da família no Condomínio Porto Seguro, em Vicente Pires. Jocasta foi presa no dia seguinte pela Polícia Rodoviária Federal ao tentar fugir com os filhos e o enteado para Cascavel, no Paraná, segundo relatos oficiais. A vítima era Marco Antônio Ferreira Maciel Júnior, e a residência ficou sob escrutínio das autoridades durante as investigações.
Acusação O Ministério Público do DF (MPDFT) sustentou que Jocasta esfaqueou o marido de forma voluntária, nas costas, enquanto ele dormia, movida por posse e pela suspeita de infidelidade. A acusação pediu a condenação por homicídio qualificado. Ainda, Jocasta foi pronunciada pelo Tribunal do Júri em outubro de 2025 e permaneceu presa desde então, após a Justiça do DF negar pedidos de prisão domiciliar. A defesa contestou, arguindo legítima defesa e, subsidiariamente, homicídio privilegiado.
Durante o julgamento, a defesa e a acusação apresentaram seus argumentos. Os jurados seguiram o rito do Tribunal do Júri e, ao final, decidiram pela absolvição de Jocasta. A juíza presidente afastou o pedido de punição feito pelo MPDFT e determinou a revogação da prisão preventiva. Como é comum no Tribunal do Júri, o veredicto não traz, obrigatoriamente, o motivo da absolvição, mas reflete a avaliação dos jurados sobre as teses apresentadas ao longo do processo.
Acidente Em paralelo ao processo, a polícia informou que a morte ocorreu na residência da família, no Porto Seguro, quando a vítima dormia. Na sequência, Jocasta e os dois filhos teriam se envolvido em um acidente de trânsito na pista Brasília (DF) a Valparaíso (GO), por volta das 3h30 de 26 de junho. Um sargento da PMDF resgatou a mulher, uma criança de 9 anos, um jovem de 25 e um pastor alemão, após o acidente. Mesmo assim, ela seguiu viagem, mas foi detida pela PRF por volta das 6h, em Campos Mourão, no Paraná.
O Ministério Público do DF recorreu da decisão e a tramitação do caso continua sob avaliação. A defesa não se pronunciou sobre recursos adicionais no momento. A cidade acompanha atentamente os desdobramentos deste processo, cujo desfecho pode influenciar debates sobre violência doméstica e o funcionamento do Tribunal do Júri na região.
Este caso reacende o debate sobre violência doméstica e o papel das cortes do júri. Você concorda com a absolvição ou acredita que houve falhas no julgamento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa que envolve a cidade. Sua leitura e visão sobre o tema são importantes para acompanhar a atuação da justiça local.

