A artilharia da seleção da África do Sul nas Copas do Mundo se resume a dois nomes: Benni McCarthy e Shaun Bartlett, cada um com dois gols, ocupando juntos o topo do ranking histórico da equipe. Desde a estreia do país no torneio, em 1998, nenhum jogador sul-africano conseguiu superar essa marca modesta, mas icônica, que carrega um peso grande no imaginário do futebol sul-africano. Hoje, sob o comando do técnico belga Hugo Broos, a busca por novos nomes que possam respirar no mesmo patamar segue aberta, com a Copa do Mundo de 2026 no foco das atenções.
Quanto aos caminhos percorridos, Bartlett registrou seus dois gols em uma única partida, o empate de 2 a 2 com a Arábia Saudita no grupo da Copa do Mundo de 1998, disputada na França. McCarthy, por sua vez, aparece por ter marcado em edições distintas: o primeiro tento veio no empate 1 a 1 contra a Dinamarca, em 1998, e o segundo na derrota para a Espanha, por 3 a 2, em 2002, na Copa realizada na Ásia. Além dos gols, McCarthy detém o recorde de mais jogos disputados pela África do Sul em Mundiais,com seis partidas em seu currículo.
A lista completa de artilheiros do país em Copas do Mundo fica mais curta e expressiva: ao todo, a seleção somou 11 gols na história das oitavas de final. O ranking é majoritariamente equilibrado, com a maioria dos jogadores marcando apenas um tento, consolidando a imagem de uma equipe que, mesmo em momentos de menor brilho, guarda lembranças significativas de gols decisivos. Entre os nomes que aparecem com um gol cada estão Siphiwe Tshabalala, Siyabonga Nomvethe, Quinton Fortune, Teboho Mokoena, Lucas Radebe, Bongani Khumalo e Katlego Mphela, além dos dois goleadores citados.
- 1º – Benni McCarthy: 2 gols (1998 e 2002)
- 1º – Shaun Bartlett: 2 gols (1998)
- 3º – Siphiwe Tshabalala: 1 gol (2010)
- 3º – Siyabonga Nomvethe: 1 gol (2002)
- 3º – Quinton Fortune: 1 gol (2002)
- 3º – Teboho Mokoena: 1 gol (2002)
- 3º – Lucas Radebe: 1 gol (2002)
- 3º – Bongani Khumalo: 1 gol (2010)
- 3º – Katlego Mphela: 1 gol (2010)
O cenário atual, sob a orientação de Hugo Broos, aponta para uma renovação ofensiva com a missão de reacender a presença sul-africana em grandes torneios. O principal nome em atividade para quebrar o recorde duplo é Lyle Foster, atacante atual do Burnley, na Inglaterra. Ao seu lado, jovens talentos da liga local como Evidence Makgopa e Oswin Appollis formam a base da equipe que tenta reassumir protagonismo em Copas do Mundo futuras. Mesmo com números modesto, a artilharia sul-africana carrega consigo a memória de gols que entraram para a história do futebol do país.
Entre os momentos históricos que moldam essa trajetória, o gol de Siphiwe Tshabalala que abriu a Copa do Mundo de 2010, em Joanesburgo, permanece como um dos momentos mais emblemáticos do futebol sul-africano. Ele demonstra que, mesmo com menos gols no geral, a seleção tem a capacidade de construir momentos que transcendem números, alimentando o orgulho de torcedores e moradores da região que acompanham cada passo da equipe nas competições internacionais.
Com a meta de chegar a 2026 com força e novas referências de ataque, a África do Sul segue acompanhando de perto o desempenho de seus atacantes em fases qualificatórias e amistosos, buscando consistência e gols que possam apagar a controvérsia de fases passadas. A expectativa maior está em ver como Broos poderá lapidar esse novelo ofensivo, integrando juventude com experiência, para que a equipe amplie sua contribuição histórica em Copas do Mundo e mantenha viva a chama de grandes gols sul-africanos. E você, o que espera dessa nova geração de atacantes? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da Bafana Bafana.

