A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Neres, revelou documentos que ligam a solicitação de um teste de DNA ao ex-deputado Uldurico Júnior e a uma suposta negociação para a fuga de 16 detentos, ocorrida em dezembro de 2024. O material também aponta um relacionamento entre as partes e traz à tona a história de uma criança nascida dentro da unidade.
No conjunto de informações, Neres descreve um suposto acordo com o ex-deputado para viabilizar a fuga, e afirma que o DNA apresentado tem relação com a bebê de nove meses que nasceu na unidade. Segundo o material, o teste de paternidade teria resultado positivo, e o ex-deputado ainda não foi citado no processo ligado à fuga.
A ex-diretora detalha o relacionamento com Uldurico Júnior, que na época integrava o MDB e hoje está filiado ao PSDB. Ela conta que os dois se conheceram quando ela atuava como agente penitenciária na Unidade Prisional de Teixeira de Freitas, e que ele a indicou para chefiar a unidade de Eunápolis — a primeira mulher a ocupar esse cargo na Bahia. O romance teria começado em fevereiro de 2024, dois meses após a indicação.
O material menciona também Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, líder do Primeiro Comando de Eunápolis, como figura central nas discussões sobre quem seria o pai da criança. Enquanto Neres afirma o pai é Uldurico Júnior, o deputado teria argumentado que a paternidade caberia a Dada, gerando versões divergentes que alimentam a investigação.
A repercussão ganhou força após reportagens do Bahia Notícias, publicadas no dia 18, que retomaram informações divulgadas por Joneuma em declarações anteriores sobre a fuga de dezembro de 2024. O conjunto de relatos reacende a discussão sobre relações entre autoridades, gestão prisional e o que ocorre dentro das unidades da Bahia.
As investigações seguem em curso, com autoridades buscando esclarecer as alegações apresentadas. Moradores da região acompanham com atenção as atualizações e aguardam por esclarecimentos que apresentem fatos verificáveis. Em meio a esse cenário, convidamos você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários sobre o desfecho dessas informações e os impactos possíveis na confiança pública e na atuação do sistema prisional.
