O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado estar avaliando uma nova proposta iraniana para encerrar a guerra, mas se mostra cético quanto à possibilidade de um acordo. O Irã enviou uma resposta com 14 pontos por meio do Paquistão, em contraponto aos 9 pontos apresentados pelos EUA. Trump afirmou que voltará a comentar assim que receber a redação exata da proposta e, por ora, segue observando os desdobramentos das negociações.
Logo antes, o vice-ministro para Assuntos Internacionais e Jurídicos do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a proposta iraniana busca encerrar o conflito de forma permanente com os EUA. As negociações permanecem, e um cessar-fogo de três semanas parece sustentar-se, ainda que haja ceticismo sobre compromissos duradouros.
A saúde de Narges Mohammadi, advogada iraniana e ganhadora do Nobel da Paz, provocou preocupação internacional. Ela foi transferida para um hospital em Zanjan após sofrer crise cardíaca e desmaio, mas a família afirma que o Ministério da Inteligência opõe-se à sua transferência para Teerã para tratamento. O Comitê Norueguês do Nobel pediu a transferência imediata, qualificando a situação como crítica.
Os Estados Unidos alertaram companhias marítimas sobre possíveis sanções por pagamentos ao Irã para passagem pelo Estreito de Ormuz, por onde circula grande parte do petróleo mundial. O Irã já fechou o estreito após ataques e ameaças no início do ano, e oferece passagem segura apenas mediante taxas. Na resposta, o Comando Central dos EUA informou que navios foram orientados a recuar, e que 48 embarcações voltaram para suas rotas.
No último fim de semana o Irã anunciou a execução de dois homens condenados por espionagem para Israel, ampliando um ciclo de ações duras que Washington e aliados acompanham de perto. Segundo o portal Mizanonline, Karimpour enviou informações confidenciais à Mossad e Bekrzadeh repassou dados sobre líderes e instalações nucleares. Críticos destacam julgamentos fechados e repetidas violações de direitos humanos.
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