Em 2025, o agronegócio brasileiro mostrou fôlego no mercado de trabalho. Dados da CNA e Cepea indicam crescimento de 2,2% no número de pessoas ocupadas no setor, o que representa cerca de 601 mil trabalhadores a mais em relação a 2024. O peso do campo na economia subiu, com o setor respondendo por 26,3% do emprego total do país e com vagas formais (carteira assinada) crescendo 4,6%.
A demanda por mão de obra qualificada também ganhou espaço. O levantamento aponta um aumento de 8,3% na participação de trabalhadores com ensino superior, enquanto a participação de mulheres no agronegócio cresceu 2,6%.
A massa salarial no setor subiu 7,2%, um sinal de recuperação em meio a custos elevados. A CNA destaca a resiliência do produtor rural, que continua a produzir mesmo com pressão de juros altos, crédito restrito e condições climáticas adversas.
Atenção à composição da força de trabalho mostra que avanços na formação e na participação feminina fortalecem o conjunto de atividades do campo, com mulheres ocupando cada vez mais funções técnicas, de gestão e liderança. O crescimento de empregos com carteira assinada reforça esse movimento na região.
No cenário externo, tensões geopolíticas, especialmente entre Irã e EUA, já afetam preços de insumos, custos logísticos e condições de mercado. Internamente, incertezas políticas e econômicas pesam, dificultando decisões de produção e podendo impactar o emprego no setor em 2026. A perspectiva é de crescimento menos intenso frente a 2025, com custos de produção ainda elevados.
Em síntese, o agronegócio demonstra força e capacidade de geração de empregos, com avanços na formação e na participação de mulheres. Contudo, depende de um cenário externo mais estável e de políticas domésticas que favoreçam planejamento e crédito. E você, como vê o futuro do campo na sua cidade ou região? Compartilhe suas opiniões nos comentários.
