Um jovem de 21 anos, Alessandro Martins dos Santos, integra um grupo de cinco suspeitos acusados de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos. Ele foi transferido da Bahia para São Paulo e teve a prisão temporária decretada por 30 dias. O crime aconteceu na localidade União de Vila Nova, na zona leste da capital, e imagens do ato teriam sido compartilhadas em redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, o interrogatório apontou que o suspeito reconhece a autoria do vídeo e afirmou que tudo teria sido apenas uma brincadeira. Mesmo assim, ele e os demais devem ser indiciados por ato obsceno, divulgação de pedofilia e corrupção de menores. A investigação continua aberta e em desenvolvimento, buscando esclarecer todos os detalhes para uma eventual condenação.
O delegado responsável, do 63º Distrito Policial na Vila Jacuí, informou que a transferência da Bahia para São Paulo ocorreu e que a prisão temporária foi decretada por 30 dias. Durante o interrogatório, o acusado não demonstrou remorso e reiterou que houve um “combinado” entre criminosos e vítimas, o que não é visto como justificativa pelas autoridades.
As vítimas recebem acompanhamento do Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, com apoio de assistentes sociais, saúde e do projeto Bem-Me-Querer, programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual. Uma das crianças está acolhida com a mãe, em Vila Reencontro; a outra, com dois irmãos, no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, devido à condição de dependência química da mãe.
O caso provocou reação de autoridades locais. O prefeito Ricardo Nunes classificou o episódio como terrível, destacando que a proteção às crianças é obrigação de todos. O subprefeito Divaldo Rosa ressaltou que a divulgação de abusos deve levar à denúncia, lembrando que o disque 100 aceita relatos anônimos para que situações como essa sejam interrompidas e as vítimas recebessem o apoio necessário.
Se houver qualquer informação sobre abusos contra crianças, a orientação é denunciar de forma anônima pelo disque 100. Compartilhar dados pode salvar vidas. E você, qual é a sua opinião sobre as medidas de proteção e denúncia contra violência sexual envolvendo menores na cidade?
