Washington e o Vaticano retomam o diálogo. Em 7 de maio de 2026, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teve uma audiência privada com o papa Leão XIV no Vaticano. A reunião, no Palácio Apostólico, foi descrita como amistosa e durou cerca de 45 minutos, buscando acalmar tensões recentes e reafirmar a parceria entre Washington e a Santa Sé em temas de paz e dignidade humana.
Segundo o Departamento de Estado, a conversa enfatizou a solidez das relações entre os Estados Unidos e o Vaticano, bem como o compromisso conjunto com a paz e a liberdade religiosa. Foram revisados os esforços humanitários nas Américas e as iniciativas para estabelecer uma paz duradoura no Oriente Médio, com a cooperação entre as partes em foco.
Rubio, católico de origem cubana, já tem exercido um papel diplomático próximo ao Vaticano, que também tem incentivado ações diplomáticas na Cuba em meio à pressão americana desde o retorno de Trump ao poder. Leão XIV, que já dedicou duas décadas à América Latina quando atuou como missionário no Peru, é visto como alguém que compreende bem a região.
A relação EUA-Vaticano permanece estável, afirmou o Vaticano após a audiência, com Pietro Parolin, secretário de Estado, destacando que a reunião ocorreu a portas fechadas e sem detalhes adicionais. Parolin ressaltou que os próximos passos podem incluir temas sobre América Latina, Cuba e Líbano, mantendo o tom de diálogo aberto com Washington.
O contexto político também inclui críticas do governo Trump à postura do papa em questões de paz. Em abril, o presidente republicano descreveu Leão XIV como fraco em matéria de crime e política externa, após o papa ter pedido paz no Oriente Médio e ter condenado a ameaça de destruição da civilização iraniana. O papa reafirmou, em resposta, que a missão da Igreja é pregar a paz e o evangelho, e que o arsenal nuclear é uma questão que a Igreja sempre combate.
A audiência de Rubio com Leão XIV, anunciada como parte de uma agenda para ouvir Washington, é vista como um passo para manter o equilíbrio entre diplomacia internacional, fé e direitos humanos. O Vaticano também sinalizou que continuará olhando para formas de colaboração que avancem a paz regional e a proteção humanitária.
E você, leitor? Como vê a relação entre diplomacia, fé e política externa nos dias atuais? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa sobre o papel de líderes religiosos e governamentais na construção de um mundo mais pacífico.
