
Resumo: Marcelo Campos de Jesus, 37 anos, foi preso na Serra (Espírito Santo) sob suspeita de uma sequência de seis homicídios em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, entre novembro de 2025 e abril de 2026. O último ataque, contra Vanilson Pereira, morador de rua, ocorreu em 27 de abril e desencadeou a captura. A polícia aponta um padrão brutal de violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
Entre as vítimas identificadas pela investigação, estão Marilene da Ressurreição Lopes (42), morta em 9 de novembro de 2025; Valdemar da Silva, homem em situação de rua, agredido em 15 de novembro de 2025 e que faleceu dias depois; Jandira Luz Nascimento (51) e Djalma Vilela Pereira (50), assassinados em 16 de fevereiro de 2026; dois homens não identificados encontrados mortos em 2 e 7 de abril de 2026, com lesões na cabeça provocadas por objetos contundentes. O suspeito agia com golpes na cabeça usando pedaços de concreto, madeira ou pedras.
Após a sequência de crimes, Marcelo fugiu para o Espírito Santo. Em 27 de abril, ele atacou Vanilson Pereira durante o sono, em uma calçada no bairro Planalto Serrano, na Serra. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação: o suspeito aproximou-se, verificou se havia testemunhas, retirou um bloco de concreto de um bueiro e arremessou o objeto contra a cabeça da vítima. Antes de deixar o local, ele reposicionou o bloco e levou R$ 12 da carteira da vítima, indo embora a pé.
A remoção do dinheiro motivou a polícia a classificar o crime como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo o delegado Pedro Henrique, adjunto da DHPP da Serra, a vítima foi socorrida ao hospital, mas não resistiu. Marcelo foi preso na Serra um dia após o assassinato de Vanilson. Em interrogatório, ele teria admitido o crime contra Vanilson, alegando que a vítima o teria agredido dois meses antes. Contudo, essa versão foi contestada pela polícia, que aponta que o suspeito ainda estava na Bahia no período citado. Ele permanece detido enquanto as investigações avançam.
Vanilson Pereira vivia nas ruas há cerca de 30 anos. A mãe dele, Eva da Silva Pereira, conta que fez de tudo para tirá-lo da rua e que soube da morte do filho pela televisão. A família mantém o luto e a esperança de que os responsáveis sejam punidos. A DHPP da Bahia segue apurando os crimes atribuídos a Marcelo, com foco em consolidar as provas para os demais casos, reafirmando o compromisso de responder à população e às famílias envolvidas.
A reportagem conversou com o delegado Ricardo Amaral, coordenador da 8ª COORPIN, que ressaltou que o Núcleo de Homicídios continua investigando as ações do suspeito na Bahia e além. O caso permanece em andamento, com novas apurações em curso para esclarecer todas as mortes atribuídas a ele.
Qual é a sua opinião sobre a forma como a segurança pública lidou com essa sequência de crimes? Deixe seu comentário e compartilhe suas expectativas para o desfecho das investigações.
