A Polícia Federal não instaurou inquérito para investigar Jair Bolsonaro por associar Lula ao regime do ditador Bashar al-Assad. A decisão chega após a 8ª Vara Criminal de Brasília cobrar explicações da PF sobre a possibilidade de abertura de investigação contra o ex-presidente.
A denúncia, apresentada por um cidadão russo-brasileiro, aponta uma postagem publicada no canal de WhatsApp do ex-presidente, datada em 15 de janeiro do ano passado, que vinculava Lula ao regime sírio de Assad.
Após a comunicação da PF, ainda não há definição sobre quem ficará responsável pelo caso: Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ou Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A postagem tratava do regime de Assad, derrubado em dezembro de 2024. O ditador e membros de sua família fugiram para a Rússia após rebeldes tomarem Damasco.
Bashar al-Assad governou a Síria entre 2000 e 2024. Relatos de veículos internacionais registraram violência contra pessoas LGBTQIA+ durante esse período.
Bolsonaro, por ora, não é formalmente investigado, já que a decisão sobre a apuração ainda depende de qual órgão ficará responsável pelo caso no Distrito Federal.
A publicação que motivou o caso foi veiculada no canal de WhatsApp do ex-presidente. A partir de então, o conteúdo não está mais disponível nos canais dele, que cumpre prisão domiciliar humanitária por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Essa situação reaviva o debate sobre responsabilidade na circulação de conteúdos que envolvem figuras públicas e incidentes envolvendo direitos humanos. Compartilhe sua opinião nos comentários: você acredita que houve dano reputacional suficiente para uma investigação ou que o assunto já se esgotou?
