O leilão do terreno da mansão abandonada no Park Way, no Distrito Federal, foi suspenso nesta quinta-feira (7/5) após a Justiça reconhecer falha na intimação de uma das proprietárias. A casa, próxima ao Aeroporto de Brasília, chamou a atenção nas redes pela aparência sombria e pela mobília ainda intacta.
O imóvel pertence a um ex-casal que se separou em 2012 e manteve o acordo de morar em imóveis diferentes: a mulher ficaria em Águas Claras e o homem no lote do Park Way. As propriedades foram adquiridas durante o casamento, em regime de bens parcial, mas o divórcio não avançou com um processo formal de partilha. A casa ficou mais de uma década abandonada, gerando dívidas de condomínio que levaram à penhora em 2025.
A advogada Pollyana Cruz, que representa a ex-esposa, afirmou que ela não foi oficialmente intimada e só soube da situação ao ler matérias do Metrópoles. Segundo ela, a mulher vê a casa como bem de família para os dois filhos do casal e entende que a ausência de citação prejudica a condução do leilão.
O proprietário do lote negou abandono, afirmando que veÍculos e móveis estão guardados dentro da residência, que passa por um litígio de separação judicial e divisão de bens entre cônjuges. Ele atribui a atual situação a uma suposta incompetência da Justiça no processo de divórcio e diz que não há interesse na venda do imóvel.
A casa, que fica em uma região nobre, desperta fascínio pela cena que parece saída de filme de terror. Ao redor, árvores sem poda, folhas acumuladas e água estagnada na piscina compõem um cenário de negligência. Na garagem, há uma réplica do Porsche 911, além de um Fiat Marea, um jetski e duas motos abandonadas, todos encobertos pelo tempo.
O último lance registrado no imóvel ocorreu em 5 de maio, perto de 720 mil reais. O leilão, anunciado para quitar dívidas que incluem o condomínio e encargos judiciais, foi suspenso para que a Justiça avalie a exceção de preexecutividade apresentada pela defesa. Caso a nulidade seja reconhecida, o processo pode voltar ao início ou ser remarcado para novo leilão.
Como resultado de anos sem reparos, o terreno ao redor da casa acumula armadilhas e riscos para quem se aproxima. Moradores da cidade observam que a situação poderia ter sido resolvida se houvesse intervenções anteriores. Enquanto isso, o proprietário enfrenta outras ações ligadas à inadimplência, incluindo passagens pela polícia em questões diversas. E o ex-casal ainda pondera a melhor forma de encerrar o impasse.
Fique por dentro: a situação do Park Way mostra como disputas familiares, dívidas e questões judiciais podem transformar uma propriedade em notícia constante. O que você pensa sobre essa pendência e o papel da justiça na resolução de conflitos de família? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão sobre o desfecho desse caso.






