Eduardo Bolsonaro nega ter sugerido substituição do Pix por sistema americano e culpa a imprensa de distorção; entenda

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Resumo: Eduardo Bolsonaro rebate as críticas recebidas após mencionar o Zelle em discussões bilaterais com os EUA, deixando claro que não defende a substituição do Pix. Em meio a tensões entre governo, imprensa e aliados, o episódio reacende o debate sobre soberania tecnológica no Brasil e o papel histórico da ferramenta de pagamentos.

O ex-deputado publicou um vídeo para esclarecer a fala, negando qualquer defesa de substituir o Pix. Em tom firme, ele disse que “jamais falei em substituir o Pix” e lembrou que o Pix foi criado pelo pai dele, sem taxas, afirmando que essa é a posição que deve permanecer.

Eduardo justificou que a fala foi distorcida por veículos de comunicação, classificando a repercussão como uma “patifaria” e destacando que citou o Zelle apenas como comparação de mecanismos de pagamento entre os dois países durante a entrevista gravada.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, afirmou, em entrevista concedida ao canal TMC News, ao discutir possíveis estratégias de aproximação comercial com a gestão do atual presidente dos EUA, Donald Trump, em seu segundo mandato.

A fala foi interpretada por adversários políticos como uma abertura para a entrada de plataformas estrangeiras no mercado brasileiro, levando a uma reação política imediata. O tema gerou debates sobre se o uso de soluções internacionais desacrescentaria a soberania tecnológica nacional.

Na linha histórica, o Banco Central descreveu que o Pix nasceu e evoluiu ao longo de várias gestões. A primeira etapa foi o Grupo de Trabalho para pagamentos instantâneos (GT-PI), criado em 2018, sob a gestão de Dilma Rousseff, para desenvolver um ecossistema de pagamentos rápido, seguro e inclusivo. O nome “Pix” foi oficializado apenas em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Avançando na linha do tempo, em outubro de 2019 o governo de Jair Bolsonaro deu início ao desenvolvimento da infraestrutura tecnológica da ferramenta. Em fevereiro de 2020, o Pix foi oficialmente apresentado. O BC explicou que o nome se inspira em tecnologia, transação e pixel, simbolizando a transposição de fronteiras do sistema financeiro e a comunicação entre agentes do mercado.

Em outubro de 2020, pouco antes do lançamento, o então presidente Bolsonaro foi questionado sobre o sistema e confundiu o Pix com medidas de desburocratização na aviação. Ele respondeu que não tinha conhecimento do sistema e que discutiria o tema com o então presidente do BC, o que acirrou o debate sobre o tema.

O episódio recente deixou claro o quão sensível é o tema no cenário político, com ataques a governos por causa de narrativas sobre inovação tecnológica e soberania digital, especialmente com as eleições de 2026 no horizonte. O Palácio do Planalto, por sua vez, recuou de acusações diretas, enquanto líderes de oposição enfatizaram a proteção da autonomia de pagamentos brasileiros.

Ao lado disso, o senador Flávio Bolsonaro reforçou a posição de seus apoiadores, posando com mensagens de defesa do Pix para demonstrar que a plataforma é brasileira e associada ao governo de seu pai. Aliados de Eduardo ressaltaram que a fala foi de caráter pessoal e não representa oficialmente a posição da campanha.

E você, como vê esse debate entre manter a liderança nacional do Pix e a possibilidade de cooperação com tecnologias estrangeiras? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre o equilíbrio entre inovação tecnológica e soberania financeira brasileira.

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