O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra no Oriente Médio não terminou, mesmo com a resposta iraniana às propostas dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito. Netanyahu pediu a retirada do urânio enriquecido do Irã e destacou que ainda existem instalações de enriquecimento a serem desmanteladas, mantendo a tensão entre as potências da região.
Mais de um mês após o cessar-fogo firmado, não houve avanços para uma solução duradoura. O Irã enviou, por meio de um mediador paquistanês, uma resposta ao último texto norte-americano, com foco no fim da guerra e na garantia da segurança marítima no Golfo e no Estreito de Ormuz. Os EUA ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a resposta.
Em entrevista gravada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que bastariam duas semanas para atacar os alvos remanescentes no Irã e afirmou que o país já estaria derrotado militarmente. Enquanto isso, Netanyahu reiterou que a luta não acabou e reforçou a necessidade de retirar o urânio enriquecido e desmantelar instalações de enriquecimento. O chefe militar iraniano alertou que qualquer ataque contra embarcações no Golfo provocaria uma resposta contundente.
Na prática, ataques atingiram vários alvos no Golfo, incluindo um cargueiro em direção ao Catar. O Catar informou o ataque a um navio ao nordeste do porto de Mesaieed; a UKMTO registrou relato de projétil sem vítimas. A agência iraniana Fars informou que o navio atingido navegava sob bandeira americana. Emirados Árabes Unidos e Kuwait relataram incidentes de ataque ou tentativa de ataque. França afirmou que não planeja enviar destacamento naval ao Estreito de Ormuz, mantendo uma missão de segurança em cooperação com o Irã; Macron mostrou cautela sobre a presença militar na região.
No Irã, o chefe militar reforçou as diretrizes para a continuidade das operações, e a Guarda Revolucionária avisou que atacará interesses americanos no Oriente Médio caso ocorram novas tentativas contra seus navios. No Líbano, o Ministério da Saúde informou mortes de paramédicos ligados ao Hezbollah em ataques israelenses, enquanto o cessar-fogo segue instável. A situação deixa a cidade e a região em alerta máximo, com o impacto ainda sentido nos mercados globais de energia.
A tensão permanece alta entre Irã, Israel e potências ocidentais, com desdobramentos que afetam a segurança regional e o abastecimento de energia. Deixe sua leitura nos comentários: você acredita que há espaço para um acordo sólido ou que a escalada pode piorar nos próximos meses?
