A Erlan Foods, uma das marcas mais tradicionais do setor de confectionery no Brasil, entra em uma nova fase de crescimento aos 74 anos. A empresa aposta em itens funcionais e inovações no portfólio, mantendo os clássicos que sustentaram sua trajetória, como o Toffee Bombom, enquanto amplia linhas com proteína e opções sem açúcar para acompanhar mudanças no consumo. A presidente Rosalina Vilela afirma que a hora é de evoluir sem perder a identidade da marca e de valorizar o relacionamento com a região em que atua.
“Ser conhecido não garante ser escolhido,” diz Rosalina, destacando a mudança de comportamento do consumidor brasileiro. Segundo ela, os clientes ficaram mais seletivos e buscam benefícios reais, mesmo em categorias de impulso como balas e chocolates. A Erlan já trabalha com chocolates zero açúcar e desenvolve linhas com proteína e suplementos para responder a essa demanda.
A estratégia também passa por ampliar a presença em canais além do varejo tradicional. A empresa investe em pesquisa e desenvolvimento para novos produtos e em uma área comercial que entende como vender essas categorias em supermercados e, cada vez mais, em farmácias e lojas de bem-estar. A atuação internacional, com exportação para África, América do Sul e Estados Unidos, reforça a necessidade de adaptar mensagens a cada região, como ficou claro em uma experiência em Dubai que mostrou que o termo saudável nem sempre funciona em todas as localidades.
Para enfrentar margens pressionadas, a Erlan foca no controle de custos de embalagem, frete e matérias-primas, sem abrir mão da qualidade. A empresa também enfatiza que todos na organização precisam entender seu papel na entrega de valor ao cliente, com a família mantendo a gestão próxima e os filhos ocupando posições estratégicas na presidência e na operação.
Nos próximos anos, o objetivo é transformar a Erlan numa companhia orientada a produtos funcionais sem abandonar o peso dos itens de alto giro. A visão é manter tradição, acelerar a leitura de mercado e adaptar-se rapidamente a diferentes realidades regionais do Brasil. Como síntese da indústria, a empresa acredita que estar na prateleira já não basta; é preciso conquistar atenção, justificar valor e fazer o consumidor escolher a marca no momento da compra.
E você, o que acha fundamental para as confectionarias prosperarem no cenário atual? Deixe sua opinião nos comentários e conte como a inovação influencia suas escolhas na hora de comprar doces.
