Dólar em baixa ante o real nesta manhã, conforme dados de payroll dos EUA mostram 115 mil empregos criados em abril, salário médio anual subindo 3,57% e taxa de desemprego estável em 4,3%. O movimento ocorre com o Brent mantendo-se perto de US$ 100 o barril, após tensão militar no Oriente Médio reacender preocupações inflacionárias globais. A leitura sugere que o cenário externo continua a guiar as mudanças cambiais no curto prazo.
No quadro americano, os números vieram acima das expectativas: a previsão era de 63 mil novas vagas. O ganho de salário de 3,57% e a taxa de desemprego estável sinalizam força moderada do mercado de trabalho, dando fôlego ao debate sobre quando o Federal Reserve poderá ajustar a política monetária. O dólar reage com ajustes, enquanto investidores monitoram sinais de inflação e o impacto de novos dados.
No Brasil, o IGP-DI subiu 2,41% em abril, acelerando frente a março e deixando claro o repasse de altas de preços ao consumo. O indicador, com alta anual de 2,92%, amplia expectativas de inflação para o curto prazo e ajuda a explicar pressões sobre o custo de energia, alimentos e bens importados, com o petróleo em foco devido aos conflitos no Oriente Médio.
Nos EUA, o diretor do Federal Reserve Stephen Miran disse ter defendido um corte de juros na reunião de abril e votou pela mudança, ainda que o desenho atual da política seja considerado “modestamente restritivo” e potencialmente prejudicial ao mercado de trabalho, segundo entrevista à mídia. A fala alimenta apostas sobre o ritmo de afrouxamento monetário nos próximos meses.
No Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter apreendido o petroleiro Ocean Koi, acusando-o de prejudicar exportações iranianas. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã está preparado para responder a eventuais ações militares dos EUA, que, por sua vez, não descartam escalada, aumentando a volatilidade de preços de petróleo e de ativos de renda fixa.
A combinação de dados de inflação, emprego e geopolítica aponta para um momento de cautela. Analistas avaliam que o horizonte próximo dependerá de novos indicadores de inflação e das respostas de política monetária, tanto nos EUA quanto no Brasil. E você, quais impactos desses movimentos você tem observado no seu dia a dia e no bolso?
