O Brasil sinaliza ampliar a frota de Gripen, com a aquisição de 20 aeronaves adicionais que seriam fabricadas no país, fortalecendo a parceria com a Saab e impulsionando a indústria de defesa nacional.
Já em 2014, o Brasil fechou acordo para 36 Gripen E/F da Saab, com 15 unidades produzidas pela Embraer em Gavião Peixoto, SP, em um contrato de cerca de 4,5 bilhões de dólares (aproximadamente 11,9 bilhões de reais). O ministro sueco destacou que os novos aviões poderiam ser fabricados no Brasil, embora sem cronograma ou preço definidos.
A escolha do Gripen ocorreu em detrimento do Rafale (Dassault) e do F/A-18 Super Hornet (Boeing). A licitação de 2014 foi alvo de investigações por suspeitas de corrupção envolvendo o Rafale; o presidente Lula da Silva foi processado na ocasião, mas foi absolvido em 2021 por falta de provas.
Brasil e Suécia também concordaram em estabelecer um centro no Brasil dedicado ao desenvolvimento de novos sistemas, à manutenção e à modernização das aeronaves Gripen, fortalecendo a cooperação tecnológica entre os dois países.
Em março, o primeiro Gripen fabricado no território brasileiro já havia sido apresentado, integrando o acordo de produção local, que também prevê etapas adicionais de montagem no país. A ampliação da cooperação evidencia o sucesso da parceria e o potencial da indústria brasileira para defender o espaço aéreo nacional.
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