O IPCA, índice oficial de inflação, subiu 0,67% em abril, segundo o IBGE, puxado por alimentos e pelo grupo de saúde. A inflação acumulada no ano ficou em 2,60% e a leitura em 12 meses chegou a 4,39%, sinalizando pressão moderada nos preços, mas ainda acima do centro da meta para parte do período.
O resultado de abril ficou abaixo da alta de março, quando o índice avançou 0,88%. Analistas apontam que a leitura de 0,67% em abril indica uma desaceleração mensal, ainda que itens específicos tenham registrado altas expressivas.
No grupo de alimentos, os preços subiram 1,34% em abril, com alimentação no domicílio em alta de 1,64% e alimentação fora do domicílio subindo 0,59%. Especialistas apontam que parte da elevação decorre de uma oferta mais restrita, como leite, diante da seca que reduz o pasto. Isso eleva o custo da ração e o frete, pressionando o preço ao consumidor; o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, explica que a combinação de clima e custos logísticos tem efeito direto nos alimentos.
No grupo saúde e cuidados pessoais, a inflação foi de 1,16% no mês, impactando 0,16 ponto percentual no índice. Um dos destaques foi o reajuste de medicamentos, com teto de 5,09% em 2025 e 3,81% em 2026, pressionando o bolso de quem precisa de remédios com frequência.
Em transportes, a alta ficou em 0,06% em abril, com combustíveis subindo 1,80%. A gasolina disparou 1,86%, após alta de 4,59% em março, enquanto o etanol avançou 0,62% neste mês, contribuindo para o custo de deslocamento diário.
Especialistas destacam que o IPCA é calculado pelo IBGE com base em várias categorias e na metodologia de ponderação dos itens. Mesmo assim, pequenas divergências entre leituras podem ocorrer entre veículos de imprensa. O que você tem percebido no orçamento da cidade? Comente abaixo as suas experiências sobre alimentação, saúde e transporte e como a inflação tem impactado o seu dia a dia.

