Dona das redes Tok&Stok e Mobly pede recuperação judicial por dívida de R$ 1,1 bi

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Grupo Toky, proprietário das redes Tok Stok e Mobly, pediu recuperação judicial em São Paulo para reestruturar dívidas estimadas em R$ 1,11 bilhão e evitar a paralisação das atividades. A empresa também solicitou tutela de urgência para desbloquear R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito, recurso essencial para folha, fornecedores e operações logísticas.

O pedido foi protocolado nesta terça-feira no Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, com a justificativa de que fatores macroeconômicos e o impacto da pandemia contribuíram para a crise. Segundo o documento, juros elevados, inflação e endividamento das famílias agravaram a situação, enquanto o fechamento de lojas físicas e o aumento dos custos de matérias-primas estão entre os reflexos da Covid-19. A recuperação judicial aparece como ferramenta para manter o negócio ativo enquanto credores e Justiça discutem um plano de reestruturação.

Antes disso, o grupo já havia buscado soluções por meio de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas com bancos. Em agosto de 2024, Mobly S.A. e Tok Stok anunciaram a fusão, formando o Grupo Toky. Mesmo após a operação, os resultados de vendas e a geração de receitas ficaram aquém das projeções nos meses seguintes.

A carteira de 63 lojas físicas e os 2.278 funcionários diretos compõem o conjunto, que está sob a jurisdição da Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo. O objetivo do processo é permitir a reestruturação do passivo e a continuidade das atividades, assegurando empregos e renda até que haja um plano viável de recuperação.

Além da recuperação, o Toky protocolou um pedido de tutela de urgência para destravar os recebíveis de cartão, considerados a principal fonte de capital de giro. O desbloqueio facilitará pagamentos a fornecedores, equipes e serviços de tecnologia que sustentam operações, incluindo gestão de pagamentos, hospedagem de sites e ferramentas em nuvem de grandes fornecedores.

Como isso afeta a cidade e os trabalhadores locais? A recuperação judicial busca manter lojas abertas e empregos, mas envolve negociações com credores e cortes potenciais em contratos. A leitura é de que o movimento visa evitar um cenário de falência e estabilizar a empresa para crescer novamente. Conte pra gente: como você vê o impacto dessa medida nas lojas Toky, nos preços e na disponibilidade de produtos na sua região? Comente abaixo com suas opiniões e experiências.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Receita abre consulta a cashback do Imposto de Renda em 8 de julho

A Receita Federal abriu, no dia 8 de julho, às 9h, o acesso ao primeiro lote especial de restituição automática do IRPF, um...

Titulares de cartório lideram ranking de patrimônio no IR 2026

Painéis públicos da Receita Federal revelam que titulares de cartório detêm o patrimônio médio mais alto entre os contribuintes do IRPF 2026,...

Ferrovia Transnordestina, entre CE e PI, atinge 82% de obra concluída

Resumo: a primeira fase da ferrovia Transnordestina, conectando o interior do Piauí ao litoral do Ceará, está 82% concluída, com a inauguração de...