“Surto psicótico”, alega defesa sobre mulher que torturou doméstica

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Caso envolvendo Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária maranhense, chegou a Teresina após denúncias de tortura contra uma empregada doméstica grávida. A defesa aponta possibilidade de surto psicótico e apresentou um laudo emocional, enquanto a investigação avança e a vítima, que está no sexto mês de gestação, recebe acompanhamento.

Segundo a apuração, o episódio ocorreu em 17 de abril, na residência da empresária, no Maranhão. A funcionária Samara foi acusada de furtar um anel e, sob ameaça, foi obrigada a se ajoelhar. A agressão envolveu coronhadas de um policial militar e tapas da patroa. Samara, que estava grávida, havia aceitado um contrato de um mês para trabalhar na casa, com o objetivo de arrecadar dinheiro para o enxoval do bebê. Durante a violência, ela foi arrastada pelos cabelos para o interior da casa e conseguiu fugir para pedir ajuda a uma vizinha.

Carolina foi presa preventivamente na manhã de 7 de maio, em Teresina, e, segundo a defesa, estava no Piauí para deixar o filho de seis anos aos cuidados de pessoas de confiança antes de ser detida. Ela foi transferida de helicóptero para o Maranhão e permanece custodiada em um presídio de São Luís.

As investigações, ainda em estágio inicial, já ouviram a vítima e a empresária. Na sexta-feira, 8 de maio, o Tribunal de Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Carolina. O delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, informou que o caso está tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto. Também foi mantida a preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a torturar a doméstica.

A defesa afirma não haver documentos oficiais que comprovem transtorno mental no momento e que Carolina continuará em silêncio. O advogado ainda destacou que o relato da vítima pode ter sido apresentado pela defesa como uma suposição. A antiga advogada da empresária informou que Carolina estava no Piauí para deixar o filho sob a tutela de pessoas de confiança, antes de ser detida.

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