O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a indenizar Kauê Moreira de Souza, ex-jogador formado nas categorias de base que encerrou a carreira por lesão no joelho direito. A decisão, proferida pela 8ª Turma do TRT-2, mantém o conjunto da condenação em cerca de R$ 2,5 milhões, conforme estimativa da defesa do atleta.
Entre os itens, os desembargadores aumentaram os danos morais de R$ 50 mil para R$ 200 mil. Também ficou estabelecido o pagamento de danos materiais equivalentes a 12 meses do salário de 2021, quando o jogador recebia R$ 12 mil por mês, totalizando R$ 144 mil.
A também foi revisada. Enquanto a decisão de primeira instância previa o pagamento integral do salário até os 35 anos, o TRT-2 reduziu para 15% da remuneração, cerca de R$ 1,8 mil por mês, mantendo o vencimento até os 75 anos de idade.
O clube paulista ainda pode recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e já sinalizou a intenção de contestar a condenação em terceira instância.
E a disputa segue. O Corinthians pode levar o caso ao TST, e mudanças adicionais no montante não estão descartadas. Enquanto isso, a história de Kauê reabre o debate sobre a proteção a atletas formados na base e sobre as responsabilidades dos clubes na reparação de lesões que encerra prematuramente uma carreira. E você, o que pensa sobre esse tema? Deixe seu comentário e compartilhe a sua opinião.
