Boulos diz que governo Lula não vai aceitar transição longa para redução da jornada de trabalho 6×1

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O governo Lula se posiciona contra uma transição longa para a mudança da jornada de trabalho 6×1, preferindo um ajuste gradual durante a tramitação dos projetos na Câmara. A declaração foi feita na terça-feira (12) pelo ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência.

Entidades do setor produtivo defendem até dez anos de transição para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. Alegam que uma mudança abrupta, sem estudo técnico ou consideração das particularidades de cada atividade, pode elevar custos, afetar empregos formais e reduzir a competitividade.

Guilherme Boulos critica a linha de defesa dos empresários, dizendo que, enquanto alguns privilégios são aprovados e entram em vigor no dia seguinte, propostas para beneficiar trabalhadores costumam ter prazos dilatados. Em entrevista à TV Brasil, ele questionou: qual critério justifica esse atraso?

Ele ressaltou que a transição deveria ter prazos realistas, como 60 dias para adaptação, permitindo reorganizar escalas e planejamento nos setores, em vez de medidas com atraso indefinido.

Ao mesmo tempo, o ministro destacou estudos do IPEA indicando que o custo da redução da jornada seria similar a reajustes históricos do salário mínimo, e questionou se houve falha em demonstrar impactos reais no emprego ante choques econômicos.

Na Câmara, o relator das propostas, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar parecer por volta de 20 de maio. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalha para aprovar o projeto até o dia 26 deste mês, para levá-lo a plenário no dia 27, no que é visto como tentativa de avançar “no mês do trabalhador”.

O tema permanece em debate, com o governo defendendo uma posição distinta da que avançam setores produtivos. Compartilhe sua opinião: você acredita que a transição deve ser gradual ou que o país precisa de uma mudança imediata para 40 horas semanais?

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