Mario Frias diz não ter “um centavo” de Vorcaro em filme de Bolsonaro

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Um produtor executivo do filme Dark Horse, Mario Frias, afirmou nas redes que a produção não utilizou dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Intercept Brasil, os recursos teriam sido solicitados pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, com o montante negociado chegando a R$ 134 milhões, sem evidências de que todo o dinheiro tenha sido transferido.

Frias disse que a relação entre as partes é estritamente privada e não envolve dinheiro público. Ele explicou que Flávio não atuou na produção, limitando-se à cessão de direitos de imagem da família e ao peso do seu sobrenome para atrair investidores, o que ele classifica como legítimo, esperado e sem qualquer implicação ilícita.

Além de Frias, o ex-secretário da Cultura durante o governo Bolsonaro e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro — irmão de Flávio — teriam atuado como intermediários na negociação do filme. Também aparecem na operação o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro.

Segundo relatos, em 28 de janeiro de 2025 Vorcaro informou a Zettel que o projeto do filme de Bolsonaro era prioridade e determinou que os repasses não falhassem. Em 5 de fevereiro, Zettel disse que vinha tentando há dias e que mudanças no Master estavam gerando resistência, sugerindo que os pagamentos fossem feitos via a empresa Entre Investimentos e Participações.

Em áudio divulgado pelo Intercept, supostamente de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro expressa preocupação com atrasos nos pagamentos, dizendo que o momento é decisivo para o filme e que há parcelas pendentes. Ele alerta que atrasos podem trazer efeitos negativos sobre o que foi buscado para o projeto, citando até a possibilidade de impactos com grandes nomes da indústria do cinema.

A reportagem busca esclarecer os desdobramentos dessa negociação, envolvendo políticos, empresários e investidores. E você, qual sua opinião sobre o papel de figuras públicas na atração de recursos para projetos culturais? Compartilhe nos comentários suas reflexões sobre financiamento de cinema e transparência nas relações entre setor público e privado.

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