O senador Flávio Bolsonaro encerrou uma entrevista coletiva no STF, após ser questionado sobre áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, ocorrendo logo após um encontro institucional com o presidente da Corte, Edson Fachin, em meio a uma etapa de forte pressão política.
As perguntas versaram sobre uma suposta negociação de R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo relatos, o tema envolve financiamento privado para a produção, e a fala do senador ganhou contornos de confrontation, com ele interrompendo a coletiva e exclamando “Dinheiro privado!”.
A repercussão política ganhou fôlego. Partidos de oposição como Novo, Missão e PSD já criticaram o pré-candidato, mirando as eleições de 2026 e cobrando respostas sobre a origem dos recursos e o possível desvio de finalidade de investimentos na cultura.
Dentro da Câmara, aliados ao governo acionaram o setor jurídico partidário e a Procuradoria-Geral da República para acompanhar o caso. Parlamentares como Erika Hilton (Psol) e Pedro Uczai (PT) também se manifestaram, pedindo transparência sobre os fatos e a eventual extensão de investigações.
Na Bahia, a senadora Lídice da Mata (PT) disse que não fica surpresa diante de denúncias desse tipo, destacando que episódios envolvendo financiamento de projetos culturais costumam reacender o debate sobre integridade pública e a relação entre política e produção cinematográfica.
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