Na manhã desta quinta-feira (14/5), familiares de Thalita Berquó Ramos se reuniram em frente ao Fórum do Guará (DF) para acompanhar o julgamento de João Paulo Teixeira da Silva, um dos três acusados de assassinar e esquartejar a jovem. O júri, que havia sido remarcado diversas vezes, começou às 8h30, em meio a expectativa de uma condenação definitiva pela cidade e seus moradores.
A vítima, Thalita, foi morta em 13 de janeiro de 2025, em área de invasão próxima ao Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. O crime, considerado um dos mais bárbaros do Distrito Federal, envolveu a retirada de cabeça e pernas, o tronco enterrado e restos localizados em diferentes locais da região. A hipótese principal aponta relação com uma desavença ligada à venda de entorpecentes.
Antes do início do julgamento, familiares ergueram uma faixa com a frase “justiça por Thalita” e fizeram uma roda de oração diante do Fórum. A mãe da vítima, Valéria Marinho Berquó, descreveu o sofrimento que se arrasta há meses e manifestou a esperança de que o caso tenha desfecho com a condenação do réu. Outros parentes reforçaram o pedido de justiça, ressaltando que o processo tem ajudado a manter viva a memória de Thalita.
João Paulo já havia sido condenado em março deste ano a 11 anos, 6 meses e 18 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio contra um desafeto. Ele permanece preso preventivamente desde março de 2025. Os dois adolescentes envolvidos respondem na Vara da Infância e da Juventude por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Relembre, de forma breve, o crime: Thalita foi morta no Parque Ecológico Ezechias Heringer e, conforme as investigações, teve a cabeça e as pernas arrancadas e lançadas em um córrego; o tronco ficou enterrado. Nos dias seguintes, as partes do corpo foram localizadas em locais próximos, incluindo a Estação de Tratamento de Esgoto da Caesb, no SCES. A morte ocorreu após um desentendimento envolvendo a qualidade dos entorpecentes vendidos à vítima.



Este caso reacende o debate sobre violência de alto impacto na capital federal e preocupa moradores da cidade, que aguardam respostas rápidas do sistema de Justiça. O desfecho do júri pode estabelecer precedentes importantes para casos similares envolvendo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
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