Belo Horizonte, a resistência de Rodrigo Pacheco, senador pelo PSB, a se candidatar ao governo de Minas Gerais está ligada à dificuldade de formar uma chapa competitiva que vá além dos partidos de esquerda, hoje fracos no estado. Se Lula ampliar a coalizão com PDT e MDB, o senador pode rever a posição e aceitar novas conversas, em busca de uma solução até o fim de semana, descrita como a última cartada do momento.
Entre as opções para Pacheco dentro do PSB, estão Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas. O PT olha com bons olhos o nome de Josué Gomes, mas há alas que preferem tentar compor com Alexandre Kalil, do PDT, como cabeça de chapa.
A depender da leitura interna, petistas mineiros também citam o ex-deputado André Quintão, que deixou a Secretaria Nacional de Assistência Social para disputar uma vaga na Assembleia. Quintão, porém, precisaria de construção fora do estado e, nesse cenário, pode não atender à exigência de ser uma candidatura suficientemente competitiva para representar Lula em Minas.
O movimento de Lula inclui um encontro direto com Pacheco, após articulações frustradas nas instâncias inferiores, com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, parceiro de Pacheco em seu novo partido. A conversa deve ocorrer até o fim de semana, buscando caminhos para uma coalizão viável.
Além disso, a cena mineira ainda está aberta a negociações com MDB e com PP-União Brasil, embora as conversas possam demorar. O PDT, ligado a Kalil, torna a costura menos desafiadora, mas o futuro da chapa dependerá de alinhamentos entre várias siglas para manter a competitividade regional.
