A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino. A ação investiga um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de ocultar patrimônio, dissimular bens e driblar recursos para o exterior, por meio de uma estrutura empresarial complexa ligada a uma refinaria do grupo.
Ao todo, a Justiça bloqueou aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados e suspendeu as atividades econômicas das empresas envolvidas. A operação inclui 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de funções públicas, atuando nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, conforme decisões do Supremo Tribunal Federal.
Entre os alvos, um investigado teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, facilitando a localização e prisão internacional de foragidos. A Polícia Federal aponta indícios de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação da refinaria associada ao grupo, com o apoio técnico da Receita Federal.
A operação está ligada à ADPF 635/RJ, ação que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis ligações com agentes públicos no Rio. Desde cedo, viaturas da PF estiveram no condomínio onde mora o ex-governador Claudio Castro, na Barra da Tijuca, representando o peso político do caso.
Castro renunciou ao cargo em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no TSE, que acabou por considerar prejudicada a cassação de seu mandato. O tribunal abriu espaço para uma disputa no STF sobre como escolher o governador-tampão que comandará o estado até as eleições de outubro. Enquanto isso, o governo do Rio segue com comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ, e Castro mantém articulações para disputar o Senado neste ano.
