PF inclui Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol em operação contra grupo de combustíveis

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A Polícia Federal (PF) incluiu o empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos, na Difusão Vermelha da Interpol, no âmbito da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15/5). A ação também mirou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e resultou no bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos. A decisão do STF autorizou 17 mandados de busca e apreensão, sete afastamentos de função pública e a suspensão de atividades econômicas das empresas investigadas.

Segundo a PF, a operação apura a atuação de um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar uma estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos para o exterior. As investigações apontam possíveis fraudes fiscais, inconsistências na atuação de uma refinaria vinculada ao grupo e conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro.

Ricardo Magro, de 51 anos, é uma das figuras mais conhecidas e controversas do mercado de combustíveis no país. Advogado de formação, ele assumiu o controle da Refinaria de Manguinhos em 2008, que hoje opera como Refit. A empresa é apontada como uma das maiores devedoras de ICMS, com disputas ao longo dos anos envolvendo órgãos fiscais, a ANP e investigações sobre supostas fraudes tributárias bilionárias.

Magro sustenta que é alvo de perseguição institucional promovida por grandes empresas do setor e entidades ligadas ao combate ao mercado clandestino de combustíveis. Desde 2016, ele mora em uma área nobre de Miami, Estados Unidos, e já esteve no radar de outras operações policiais, incluindo a Operação Recomeço, que investigou desvios de recursos de fundos de pensão ligados à Petrobras e aos Correios. Na época, o empresário aparecia como sócio do Grupo Galileo, responsável pela Universidade Gama Filho, com recursos captados por meio de debêntures supostamente desviados.

Mais recentemente, o seu nome voltou a aparecer na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. Embora a Refit não tenha sido alvo direto das buscas, documentos oficiais mencionaram a empresa em fluxos comerciais ligados a companhias investigadas por vínculos com a facção criminosa. Magro negou irregularidades e afirmou ter colaborado com as autoridades para denunciar práticas criminosas no setor, o que, segundo ele, o coloca sob ameaças e retaliações.

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