Treta sobre livro sobre sexualidade e gênero adotado por escola do CBMDF revolta pais: “Podre”

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Resumo: o Colégio Militar Dom Pedro II, vinculado ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, viveu tensão entre pais e direção após incluir no 4º ano o livro A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga. A obra traz temas de identidade de gênero para crianças de cerca de 9 anos, gerando críticas sobre a linha pedagógica e o alinhamento com valores do ensino militar.

A reação ganhou corpo em grupos de WhatsApp entre responsáveis, com críticas à escolha pedagógica e dúvidas sobre a compatibilidade do conteúdo com o perfil tradicional da instituição.

Alguns pais questionaram a passagem da obra em que a personagem principal expressa o desejo de ter nascido menino, alegando que o tema não é adequado para a idade e para o modelo de ensino. Um dos responsáveis disse que, se o conteúdo for diferente, preferiria transferir o filho para outra escola.

“Na boa, pode ser o ministro da Educação falando. Se tem esse tipo de ideia de mudança de gênero, ou outras ideias que não são para a idade das crianças, não tem que estar na grade curricular. O tipo de ensino que me apresentaram era de uma educação tradicional militar.”

Veja prints:

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“Que palhaçada”

Outra mãe manifestou indignação com a adoção do livro pela instituição. “Que palhaçada é essa? Daqui a pouco vai ter parada do ‘orgulho’ dentro da escola. O que está acontecendo com os bombeiros do DF? Se fosse para meus filhos terem acesso, nessa idade, a esse tipo de conteúdo, com certeza não seria no ensino militar tradicional”, escreveu.

Segundo relatos, parte das famílias entende que temas como identidade de gênero, educação sexual e questionamentos sobre a estrutura familiar tradicional não devem aparecer para crianças antes da puberdade. Uma mãe relatou que a leitura provocou questionamentos em casa; “Ontem, meu filho me perguntou o que era homossexualismo. Precisei abordar o tema”.

Bolsa Amarela — A obra, lançada em 1976, aborda infância, identidade, desejos e conflitos pessoais pela visão de uma criança. Ela já foi adotada em diferentes instituições de ensino ao longo das últimas décadas.

A coluna pediu posicionamento oficial do CBMDF sobre o caso. Até o momento, não houve manifestação pública da direção do Colégio Militar Dom Pedro II, e o espaço permanece aberto para manifestações.

Meta descrição: tensão no Colégio Militar Dom Pedro II envolve a leitura de A Bolsa Amarela, temas de identidade de gênero e debate entre pais, CBMDF e a escola, com imagens dos supostos prints que circularam entre famílias.

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