Brasileira é investigada pelo FBI por golpes milionários com joias de luxo nos EUA

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Resumo: Brasileira Camila Briotti, com dupla nacionalidade, é alvo de investigações no Brasil e nos Estados Unidos por golpes milionários envolvendo joias de luxo. O prejuízo estimado pelas autoridades pode chegar a R$ 100 milhões. Ela atuava como intermediária na venda de joias consignadas entre o Brasil e os EUA, com atuação destacada na Flórida, principalmente em Miami, Boca Raton e Palm Beach. O caso envolve o FBI e autoridades brasileiras.

De acordo com a reportagem do Fantástico, Briotti conquistava a confiança de joalherias com carisma e boa aparência, apresentando-se como representante de grandes marcas. Prometia lucros altos com a revenda internacional. Inicialmente pagava as vítimas, mas, com o tempo, deixou de repassar valores e de devolver as peças, segundo relatos de lesados. Uma vítima afirma ter sido lesada em US$ 1,2 milhão em joias, além de US$ 400 mil em vendas não repassadas.

As investigações mostram o padrão do golpe: prometer lucros elevados com a revenda internacional, apresentar-se como representante de grandes joalherias e ganhar a confiança das vítimas antes de retirar as joias. Mensagens e áudios obtidos na apuração indicam promessas de pagamento não cumpridas, com justificativas para atrasos que incluíam histórias pessoais inventadas. Em alguns casos, foram enviados comprovantes falsos, cheques sem fundos e vídeos com dinheiro em espécie.

Grande parte das investidas ocorreu nos Estados Unidos, principalmente na região sul da Flórida — Miami, Boca Raton e Palm Beach. Parte das joias não devolvidas foi penhorada por valores muito abaixo do mercado, e o dinheiro obtido com as peças sustentou um estilo de vida de luxo exibido nas redes sociais.

Além das acusações ligadas às joias, Briotti responde no Brasil a um inquérito por estelionato envolvendo bolsas de luxo, com prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões. A defesa afirma que as acusações não têm embasamento jurídico e que não há comprovação de irregularidades no Brasil. No âmbito internacional, as autoridades mantêm sigilo sobre as apurações, enquanto as vítimas cobram responsabilização.

À medida que as investigações avançam, o caso reforça a necessidade de cautela em operações de comércio internacional de joias consignadas e da vigilância de players que atuam entre Brasil e Estados Unidos. As vítimas seguem buscando justiça e reparação.

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