Resumo: O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta crescimento de PIB de 1,85% em 2026. A inflação medida pelo IPCA é projetada em 4,92% naquele ano. A Selic deve terminar 2026 em 13,25%, com quedas esperadas para 2027 (11,25%) e 2028 (10%). As projeções para câmbio e atividade econômica permanecem estáveis no horizonte.
O documento reforça que o Copom, ao definir a política, usa a Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Com a trajetória de inflação acima da meta de 3% (tolerância de 1,5 ponto), o cenário sugere juros mais altos no curto prazo e recuos graduais nos anos seguintes. Pela projeção, o dólar fica em torno de R$ 5,20 no fim de 2026, R$ 5,27 em 2027 e R$ 5,34 em 2028.
No lado real, o PIB é visto crescer 1,85% em 2026, 1,77% em 2027 e 2% em 2028. O câmbio é estimado em torno de R$ 5,20 por dólar no fim de 2026, mantendo o país com uma curva de inflação sob controle e juros elevados. O Focus aponta uma trajetória estável para o câmbio ao longo do período.
Em abril, a inflação desacelerou para 0,67% no mês, com alimentos e bebidas subindo 1,34%. Esse ritmo mostra a pressão do grupo de itens alimentares, mantendo a inflação acima da meta no curto prazo. O IBGE reforça a necessidade de políticas cuidadosas para manter a inflação sob controle e sustentar a atividade.
Com esses números, o Focus indica que o Brasil caminha para maior previsibilidade econômica. O cenário para 2026-2028 aponta crescimento moderado, Selic elevada e dólar relativamente estável, abrindo espaço para ajustes graduais na política monetária e na condução da economia na cidade e regiões do país, sempre com foco na estabilidade de preços e na recuperação da atividade.
