Resumo: o Banco Digimais, ligado à Igreja Universal de Edir Macedo, é alvo de revelações sobre manobras para esconder perdas. Documentos obtidos e analisados indicam lucro de R$ 31 milhões no fim de 2025, enquanto créditos vencidos no valor mínimo de R$ 480 milhões não foram anunciados. A reportagem aponta uso de fundos de investimento para maquiar o balanço, com R$ 3 bilhões em aplicações, dos quais cerca de 75% pertencem ao banco. Especialistas destacam risco regulatório elevado.
O Digimais opera de modo discreto: não tem agências, não oferece Pix e vive uma crise há mais de um ano, estando à venda. Antes conhecido como Banco Renner, foi adquirido por Macedo em 2009. A maior carteira de crédito é voltada a financiamentos de veículos, com atuação recente também em créditos consignados.
Segundo auditorias, as operações com fundos permitiram que carteiras com inadimplência de centenas de milhões saíssem das demonstrações oficiais. Além disso, houve a venda de precatórios à própria holding de Macedo, o que gerou alerta entre auditores.
A Polícia Federal investiga o que seriam fraudes associadas ao banco. Nem o Digimais nem a Igreja Universal se manifestaram até o momento.
Os fundos têm o banco como cotista, o que revela uma prática conhecida no mercado como “Zé com Zé”. Especialistas descrevem as operações como de alto risco regulatório, sinalizando preocupação para investidores e reguladores.
Meta descrição: reportagem sobre as suspeitas de contabilidade irregular no Banco Digimais, ligado à Igreja Universal, e as investigações da Polícia Federal. Palavras-chave: Banco Digimais, Edir Macedo, Igreja Universal, fundos de investimento, fraude financeira, Polícia Federal.
