O Ministério da Educação anunciou a implementação da inscrição automática no Enem para estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública. O processo usa dados já disponíveis nas redes de ensino, e o aluno precisa apenas confirmar a participação, escolhendo opções como a língua da prova e recursos de acessibilidade. A mudança busca simplificar o caminho até a avaliação, mantendo a qualidade do exame.
A partir de agora, as inscrições são geradas com base nas informações das escolas. O estudante não precisa preencher formulários; basta confirmar a participação e ajustar, se desejar, a língua da prova e as necessidades de acessibilidade. O objetivo é tornar o Enem mais inclusivo e menos oneroso para famílias e escolas.
O Ministério estima que o Enem ganhe cerca de 10 mil escolas a mais aptas a receber as provas, ampliando a rede de aplicação. A expectativa é que até 80% dos concluintes da rede pública façam o exame na própria escola onde estão matriculados, reduzindo deslocamentos, filas e a logística nas cidades.
Para quem precisar se deslocar, o Ministério avalia ações de apoio logístico entre municípios. A ideia é manter o calendário, facilitar o transporte e assegurar acessibilidade, sem perder a qualidade das provas, mesmo em localidades com menor infraestrutura.
A portaria também abrange o Saeb e o Encceja, ampliando a atuação dos principais sistemas de avaliação da educação básica. As mudanças entram em vigor ainda neste ano, com o objetivo de tornar o processo mais simples e próximo da realidade de cada cidade e região, fortalecendo o acesso à educação e à formação de jovens e adultos.
