Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) abriu um inquérito civil para apurar contaminação química na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. O foco é o Terminal Marítimo de Graneles (TMG), operado pela Terminal Itapuã Ltda. Intermarítima, e a possibilidade de descumprimento da licença ambiental. Novo parecer consolidado em maio de 2026 pelo Inema aponta presença de compostos nitrogenados e cobre na areia, nas águas costeiras e nos sedimentos, além de mortes de animais marinhos e impactos à biota local.
A decisão de abrir o inquérito, assinada pela procuradora Vanessa Gomes Previtera, marca um avanço: não se trata apenas de coleta de amostras, mas de apurar responsabilidades civis e ambientais pelo possível dano ao ecossistema da Baía de Todos-os-Santos.
Diferente das etapas anteriores da série ‘Águas de São Tomé’, em que o foco era a coleta de amostras e o levantamento de indícios, o novo inquérito passa a apurar se a Terminal Marítimo de Graneles (TMG) descumpriu condicionantes da licença ambiental emitida pelo próprio Inema.
Como primeiras medidas, o MPF solicitou o Relatório de Fiscalização Ambiental detalhado e iniciou articulação com a 1ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente do MP da Bahia (MP-BA) para o compartilhamento de informações sobre o caso.
O objetivo da investigação é apurar responsabilidades civis e ambientais pelos danos ao ecossistema da Baía de Todos-os-Santos, reconhecendo também potenciais impactos sociais e econômicos para moradores e trabalhadores da região.
