A revelação de uma visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, após a prisão do dono do Banco Master, acende novas tensões na direita. A informação, confirmada pelo jornalista Igor Gadelha, aumenta a desconfiança entre aliados e pode comprometer a campanha. Sergio Moro, pré-candidato a governador no Paraná, chamou as chamadas “surpresinhas” de Flávio de um sinal de risco para as derrotas que se desenham no cenário atual.
Os aliados de Flávio deram quinze dias para avaliar se é possível conter os danos e manter o barco estável. O prazo curto reforça a apreensão de que novas informações poderão surgir durante a campanha.
A delação de Vorcaro ganhou peso, e as investigações da PF continuam. O quadro indica o potencial de novos relatos que poderiam apontar mais falhas no caso Master, fortalecendo críticas à condução da campanha.
No xadrez da corrida presidencial, o candidato da direita bolsonarista pode ser atingido por revelações adicionais ligadas ao caso Master. Diante disso, Ronaldo Caiado surge como o nome mais viável, reunindo experiência administrativa, um passado considerado limpo e histórico antipetista, traços que atraem a base moderada.
Há negociações em curso com Gilberto Kassab, líder do partido que lançou Caiado. Embora Kassab não imponha ideologia, ele é visto como peça-chave para viabilizar a chapa, especialmente diante da perspectiva de chegar ao Palácio do Planalto.
Não se deve subestimar Lula, mas a rejeição dele entre o eleitorado é elevada. Há espaço para uma virada em outubro se a direita apresentar uma opção sólida e confiável, sem promessas duvidosas. Nesse contexto, Caiado é apresentado como o candidato da direita, da centro-direita, sem a ideia de uma falsa “terceira via”.
