Operação Vérnix deflagrada em São Paulo prendeu a influenciadora Deolane Bezerra e mira líderes do PCC, em apuração que começou em 2019. A ação aponta lavagem de dinheiro, uso de uma transportadora como braço financeiro e movimentações atípicas, com bloqueios de recursos, apreensão de veículos de luxo e seis prisões preventivas.
A investigação teve início com achados em uma penitenciária que revelaram a dinâmica interna do PCC e possíveis ataques a agentes públicos. Em seguida, levou a uma transportadora no interior de São Paulo, reconhecida pela Justiça como instrumento de lavagem de dinheiro, dando origem à fase Lado a Lado, que mostrou fluxos financeiros incompatíveis com o patrimônio declarado.
Durante a etapa Lado a Lado, autoridades apreenderam um celular e ampliaram o mapa de transações, com indícios de repasses para Deolane Bezerra e vínculos entre ela e um gestor fantasma da transportadora. A influenciadora passou a figurar com destaque pela magnitude das movimentações, pelas inconsistências patrimoniais e pela possível ligação ao comando do PCC.
Nesta quinta-feira (21/5), a terceira fase foca em desmembrar um esquema maior de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. Foram decretadas seis prisões preventivas, bloqueados ativos superiores a 327 milhões de reais e a apreensão de 17 veículos, entre modelos de alto valor.
As autoridades ressaltam que as investigações continuam para esclarecer as origens de recursos, as relações entre a transportadora e empresas ligadas a líderes do PCC e a eventual influência de Deolane no esquema. O caso envolve a cidade de Barueri e o interior paulista, com desdobramentos que apontam para uma rede financeira mais ampla do crime organizado.
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