PF rejeita delação premiada de Daniel Vorcaro e segue apuração de esquema envolvendo milícia e fraudes
A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados dele e ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master. A possibilidade de acordo ainda pode ser analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa vinha negociando o acordo em conjunto com a PF e a PGR. Com a recusa na PF, a proposta pode seguir para avaliação individual pela PGR, que decidirá se há base para avançar no processo com base em novos elementos apresentados.
Investigadores sustentam que o material apresentado pela defesa acrescenta pouco diante do que já foi levantado pela PF, alimentando a impressão de que Vorcaro atuava para proteger pessoas próximas.
A operação Compliance Zero resultou na apreensão de mais de oito celulares de Vorcaro. A perícia parcial de alguns aparelhos já revelou desdobramentos de um esquema de fraudes financeiras, com indícios de corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
Sobre a transferência dele, Vorcaro foi levado, nesta terça-feira, para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília. Até então, ele permanecia em uma sala com configuração de “sala de Estado-maior”, o mesmo espaço utilizado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Em uma cela comum, o acusado ficará sujeito às regras internas da PF, incluindo o recebimento de visitas de advogados. O andamento do caso permanece sob vigilância das autoridades, com novas medidas a dependerem das futuras avaliações da PGR e das evidências que possam emergir das investigações em curso. Palavras-chave: Polícia Federal, delação premiada, Daniel Vorcaro, Operação Compliance Zero, PF, PGR, Brasília.
