Sarah Aysha, zagueira sub-20 do São Paulo, denunciou ter sido alvo de misoginia de um maqueiro do Ferroviária durante a semifinal de volta do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20, na Fonte Luminosa, em Araraquara. A jogadora saiu de maca nos minutos finais e, ainda sob lágrimas, teve mal-estar no banco antes de retornar ao jogo. A árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo de racismo e misoginia.
Em entrevista à Sportv, Sarah relatou que, após receber atendimento, foi chamada de biscate pelo profissional. O episódio reacende a discussão sobre respeito dentro e fora das quatro linhas. A partida seguia acirrada pela vaga na final quando o incidente ocorreu e o protocolo foi acionado pela árbitra.
O Ferroviária lamentou o ocorrido e informou que o comportamento é inadmissível, não condiz com os valores do clube. O maqueiro prestava serviço pontual ao clube e teve o vínculo encerrado imediatamente, segundo a diretoria. O São Paulo FC assegurou apoio total à atleta, destacando que o futebol feminino é gigante e não há espaço para atitudes como essa.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) afirmou confiar na apuração pelas autoridades competentes e se colocou à disposição para colaborar. A entidade reforçou a responsabilidade de punir quem violar a ética esportiva, para que episódios como esse não se repitam no esporte.
O episódio coloca em evidência o crescimento do futebol feminino no país, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de ambientes seguros para jogadoras de todas as categorias, especialmente na base. A apuração segue, com o objetivo de assegurar respeito e igualdade no esporte.
